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Guerra comercial prejudica economia mundial

O Presidente da República, João Lourenço, considerou, esta semana, em Nova Iorque, Estados Unidos de América, que a guerra comercial entre o EUA e China tem prejudicado a economia mundial.

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O chefe de Estado angolano fez tais pronunciamentos, ao discursar na 74.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde solicitou, entre outros assuntos, o fim do embargo económico imposto há décadas a Cuba, por ser injusto à luz do Direito Internacional.

Disse não se justificar o embargo económico a Cuba, pelo facto de se ter aberto uma janela de oportunidades, aproximação e regularização das relações.

Ainda na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), o Presidente João Lourenço reiterou a necessidade de se alargar o número de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, contemplando, igualmente, África e a América do Sul.

Para o Presidente angolano, tal desiderato surge em virtude de a actual composição que contemplou, na altura, as potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial já não reflectir sobre a necessidade de um mais justo equilíbrio geoestratégico mundial.

Na sua explanação, João Lourenço defendeu, ainda, o multilateralismo nas relações internacionais, por entender que só ele contribui, efectivamente, para a paz e segurança mundial.

O estadista defendeu, com efeito, a necessidade de uma reforma profunda da Organização das Nações Unidas, para que possa cumprir melhor com a grande responsabilidade que tem na gestão e resolução de conflitos e na prevenção das guerras.

Reformas no país

No que diz respeito ao actual quadro social, político e económico, o Presidente da República destacou as profundas reformas económicas em curso, tendo enfatizado que elas visam construir um Estado democrático de direito, combater a corrupção e a impunidade e promover a cultura da responsabilidade e prestação de contas pelos servidores públicos.

Segundo João Lourenço, tais medidas visam, também, criar ambiente de negócios mais atractivos ao investimento privado nacional e estrangeiro, aumentar a produção interna de bens de primeira necessidade, bem como reduzir as importações.

“Angola está aberta ao mundo, aberta ao investimento estrangeiro em todos os domínios da economia nacional”, salientou o dirigente.

Em relação tensão prevalecente na península coreana, que contínua a pôr em perigo a paz mundial, o chefe de Estado angolano encorajou os esforços diplomáticos que têm sido feitos pelas grandes potências mundiais, nomeadamente os EUA, a Rússia e a China.

No seu discurso, João Lourenço mostrou-se  preocupado com os frequentes conflitos que têm assolado o continente africano, particularmente o terrorismo, sobretudo de cariz fundamentalista religioso, que atinge países como o Mali, Níger, Nigéria, Camarões, Burkina Faso, Tchad, República Centro-Africana, Somália, entre outros.

Na sequência, da sua intervenção, o estadista defendeu que a comunidade internacional deve prestar atenção especial à necessidade da normalização da situação na Líbia, pelo facto de os territórios controlados pelas diferentes milícias serem fontes de abastecimento logístico em armas e munições dos grupos fundamentalistas que actuam em África.

Lembrou que Angola tem procurado dar a sua modesta contribuição, à medida do possível, à prevenção ou resolução de conflitos, sobretudo na região da SADC, dos Grandes Lagos ou da África Central, como foi o mais recente caso do Memorando de Entendimento entre o Rwanda e o Uganda, assinado em Luanda.

Segundo o Chefe de Estado, o Memorando “parece-nos ser um passo importante na prevenção de um conflito que se estava a incubar e na iminência de eclodir”.

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