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“Há um maior alinhamento às normas internacionais”

Ladislau Neves Francisco
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Foto:
Carlos Aguiar

Walter Pacheco nasceu em Luanda há 35 anos. É mestre em Finanças pela Universidade de Sussex, licenciado em Economia e Gestão pela Universidade de West of England.

Tem uma pós-graduado em Mercado de Capitais pela Universidade de George Washington. Gosta de ler nos tempos livres e tem como máxima foco nos resultados.

Tem mais de 10 anos de estrada no sector financeiro. Que avaliação, com base no seu percurso e nos ciclos que o sector registou, faz nesse período?

O sistema financeiro desenvolveu-se bastante nos últimos 10 anos. Penso que estamos no bom caminho, pois já se começa a verificar uma maior preocupação dos agentes económicos relativamente a temas ligados à divulgação de informação financeira, a favor da transparência, governança corporativa, o que promove a organização e a descentralização das competências. Há um maior alinhamento às normas internacionais e temos o combate à corrupção e ao branqueamento de capitais como grande tema de agenda.

Passou pela CMC e, actualmente, está na BODIVA. Qual é a diferença entre as duas casas?

O Mercado de Capitais é um subsector do sistema financeiro, em que são transaccionados instrumentos financeiros. A BODIVA é a empresa que disponibiliza à economia mercados juridicamente seguros, onde as entidades que procuram financiar as suas actividades (os emitentes) e aqueles que pretendem rentabilizar os seus capitais (os investidores) se encontram num espaço electrónico gerido por nós. A CMC, por seu lado, é a instituição que regula e supervisiona todos os intervenientes no mercado. Ou seja, comparada ao subsector bancário, a BODIVA equipara-se aos bancos comerciais, e a CMC ao BNA, jogador e árbitro.

Leia o artigo completo na edição de Novembro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

“There is greater alignment with international standards”

Walter Pacheco, was born in Luanda 35 years ago. He has a Master’s Degree in Finance from the University of Sussex, a degree in Economics and Management from the University of West of England, and a post graduate degree in Capital Markets from George Washington University. He enjoys reading in his spare time and his motto is “focus on results”.

You have over 10 years of experience in the financial sector. What is your assessment, based on your track record and the cycles that the sector underwent during that period?

Our financial system has developed a lot in the last 10 years. I think we are on the right track because I’m starting to see that economic agents are increasingly concerned with issues such as disclosure of financial information, transparency and corporate governance, which encourages the reorganization and decentralization of competencies. There is a greater alignment with international standards and the fight against corruption and money laundering is a major item on the agenda.

You have been at the CMC and are now in BODIVA. What is the difference between these two institutions?

The Capital Market is a subsector of the financial system where financial instruments are traded. BODIVA is the company that provides the economy with legally secure markets, where entities seeking to finance their activities (the issuers) or intending to monetize their capitals (the investors) meet in an electronic space managed by us.

The CMC, in turn, is the institution that regulates and supervises all market participants. In other words, compared to the banking subsector, BODIVA equates to commercial banks, and the CMC to the BNA; player and referee.

Read the entire article in the November issue, now available on the E&M app for Android and on login (appeconomiaemercado.com).