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Huawei promove debate sobre segurança de dados

A multinacional chinesa realizou, esta semana, um webinar que juntou especialistas para discutir as lições aprendidas durante o ano de 2020 e as tendências para 2021 sobre a protecção de dados.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

De acordo com um comunicado da Huawei, a que a Economia & Mercado teve acesso, ontem, quarta-feira, 20 de Janeiro, os especialistas apresentaram as implicações jurídicas, técnicas e comerciais, das mudanças crescentes, bem como da aplicação mais rígida das leis de proteção de dados para empresas do sector de telecomunicações.

Durante o webinar, lê-se no documento da Huawei, os intervinientes realçaram os perigos do aumento de litígios, no mesmo painel em que os interlocutor destacaram como a cooperação, o foco na tecnologia e a transparência, ajudariam as empresas a se prepararem para os desafios futuros.

Segundo o director do escritório de Proteção de Dados da Huawei, Joerg Thomas, testemunha-se, actualmente, “um aumento em acções judiciais do tipo coletiva no espaço de dados pessoais em 2021 e 2022.

Normalmente, acrescentou, as partes envolvidas vêem o recurso judicial como uma maneira potencialmente “mais rápida para obter reparação” de danos, quando os seus direitos de dados são violados”.

Para Joerg Thomas, as empresas precisam ser transparentes sobre os locais de transferêcia de dados pessoais, bem como os tipos de dados que estão que podem ser transferidos, além de ser necessário levar em consideração os requisitos legais de jurisdição de recebimento.

Por sua vez, o director Internacional de Tecnologia, Cibersegurança da Micro Focus disse que a proteção de dados não é apenas unidimensional, mas abrange três aspectos importantes: quem (identidade), o quê (dados) e como e quando o acesso é concedido (aplicativo).

No entender do Ramses Gallego, a própria tecnologia pode ajudar a criar os círculos de confiança, sendo que os dados não deveriam ser visíveis, nem activos.  

Para a fonte, tanto a criptografia quanto a tokenização, podem ser usadas como estratégias eficazes de mitigação de risco que as empresas podem adoptar e que podem ser levadas à tribunal no infeliz incidente de violação de dados.

As organizações precisam fazer a transição da segurança cibernética para a resiliência cibernética, defendou o especialista da Micro Focus, de modos a desenvolver a capacidade de antecipar-se das ameaças, suportar e resistir aos ataques.

Participaram do debate o sócio de um escritório de advocacia multinacional, Fieldfisher, Felix Wittern; diretor Internacional de Tecnologia, Segurança Cibernética da Micro Focus, Ramses Gallego e do Escritório de Proteção de Dados da Huawei, Joerg Thomas.

A Huawei é fornecedora líder global de infra-estrutura e dispositivos inteligentes de tecnologia da informação e comunicação (ICT). Com soluções integradas em quatro domínios principais - redes de telecomunicações, TI, dispositivos inteligentes e serviços em nuvem - temos o compromisso de levar o digital para cada pessoa, casa e organização para um mundo totalmente conectado e inteligente.

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