3
1

INEA. Ex-director tem até hoje para entregar bens

O ex-director do Instituto de Estradas de Angola (INEA), Joaquim Sebastião, está obrigado a entregar à Justiça 13 imóveis, seis viaturas, um centro de estágio de futebol localizado em Luanda.

1
2
Redacção
Fotografia
:
DR
Redacção

De acordo com o Jornal de Angola, que cita uma fonte não identificada, Joaquim Sebastião tem até hoje para apresentar os referidos activos sendo que já apresentou, voluntariamente, relação de cerca de 30 imóveis, em Angola, Portugal e Brasil, e uma dúzia de veículos.

Neste sentido, as autoridades decidiram que o antigo director do INEA ficasse apenas com uma viatura e uma vivenda para apoio familiar, mas que não fosse nem a localizada na zona do Kikuxi, nem a de Talatona, nas imediações da Clínica Sagrada Esperança, cada uma avaliada em cerca de 10 milhões de dólares.

O Jornal de Angola refere, indicando a referida fonte, que Joaquim Sebastião, através do seu advogado, recusa-se a entregar o complexo residencial do Kikuxi, com campo de golfe, onde são criados cavalos de raça, assim como a referida moradia de luxo em Talatona, nas imediações da Clínica Sagrada Esperança.

A Procuradoria deu o prazo de 72 horas, até hoje, para que o antigo director do INEA entregue a residência em Talatona e se transfira para uma das moradias em outros bairros nobres da cidade de Luanda, à sua escolha. Deve também devolver os outros bens imóveis e veículos que possui em Angola, com excepção de duas viaturas.

No que diz respeito aos activos alegadamente ilícitos que o antigo director do INEA possui no exterior, as autoridades angolanas estão em contacto com as congéneres dos países onde estão localizados, a fim de os reaver. Dos imóveis a apreender, estão vivendas no Mussulo, Talatona, Maculusso, Miramar e nos condomínios Mirantes do Talatona, Vila Mar (dois imóveis) e Riviera Atlântico, além de quatro apartamentos na Maianga. 

Segundo o mandado de apreensão do Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria Geral da República, os bens vão ficar à guarda do Instituto de Gestão dos Activos e Participações do Estado (IGAPE), até à conclusão do processo-crime e a decisão final do tribunal.

7