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Ingestão de álcool tem efeito contrário no combate à Covid-19, alerta OMS

De acordo com a OMS, no seu relatório global sobre álcool e saúde de 2018, Angola apresenta um consumo médio de 6,4 litros de álcool por pessoa.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou, recentemente, em comunicado, que o consumo de álcool enfraquece o sistema imunitário, em vez de combater a Covid-19, pelo que incentiva os países a limitarem o acesso a esse produto durante a pandemia que já matou mais de 160.000 pessoas em todo mundo.

“Em tempo de quarentena, devido à pandemia da Covid-19, o consumo de álcool pode exacerbar a vulnerabilidade da saúde, a adição de comportamentos de risco, problemas mentais e violência”, lê-se no comunicado em que se acrescenta que “o consumo de álcool está associado a vários tipos de doenças e distúrbios mentais, que podem fazer com que a pessoa fique mais vulnerável ao novo coronavírus. Mais concretamente, o álcool compromete o sistema imunitário e aumenta o risco de outras complicações. Desta forma, as pessoas devem minimizar o consumo de álcool, especialmente durante a pandemia”.

De acordo com a OMS, no seu relatório global sobre álcool e saúde de 2018, Angola apresenta um consumo médio de 6,4 litros de álcool por pessoa (dados referentes a 2016), o o que representa uma redução em relação a 2014, altura em que o país aparecia na lista dos três africanos lusófonos que mais consumiam álcool, com uma média de 7,5 litros por pessoa, acima da média africana (6 litros por pessoa), seguido de Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Segundo a OMS, como na altura 64,9% dos angolanos não consomiam álcool de todo, estimava que aqueles que bebiam de facto tenham consumido em 2010 uma média de 20,9 litros de álcool.

Em África o Gabão ocupa o primeiro lugar da lista, com uma média anual de 9,01 litros por habitante com mais de quinze anos.Os Camarrões e a Nigéria ocupam o segundo e tercerio lugares, com 9 litros e 8,9 litros por habitante, respectivamente.

A Bielorrússia é o maior consumidor de álcool do mundo,com uma média anual de 14,3 litros por habitante. Dados da OMS apontam que o uso novico de álcool causa 2,5 milhões de mortes por ano, principalmente entre a população mais jovem.

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