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INSS. Receitas excedentes devem potenciar mais empregos

A economia angolana tem mostrado incapacidade para absorver a força de trabalho, o que acentua, cada vez mais, o desemprego. Por esta razão, os especialistas defendem aplicação das receitas do INSS.

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Entre os mais de 3,6 milhões de cidadãos em idade activa na condição de desempregados, muitos estiveram vinculados a empresas e contribuíram para a segurança social. Para o economista Adão Lino, deve ser criado um subsídio para acudir o desemprego estrutural que se regista no país, resultante do contexto macroeconómico vigente.

O especialista entende que, para minimizar o peso da perda do poder de compra da população, o Governo pode recorrer aos excedentes do INSS – que detém 15% do Banco de Poupança e Crédito –, tanto das contribuições, como dos lucros obtidos em investimentos.

Já o economista Silvestre Francisco mostra-se apreensivo com a alteração da metodologia usada pelo INSS, tanto na tributação dos agentes(contribuintes e segurados), como no modelo de providência dos benefícios sociais aos pensionistas, tendo em conta os desafios do contexto económico actual. Segundo o também professor universitário, a actual metodologia de descontos e de providências não favorece as empresas (que participam com 8%), sendo que compromete a perspectiva de crescimento da empregabilidade e, consequentemente, afecta o alargamento da base segurada, considerando a incapacidade do mercado de gerar novos postos de trabalho.

Por sua vez, o demógrafo e professor universitário, João Lukombo Nzatuzola, disse à Economia & Mercado que a incapacidade da economia para garantir a empregabilidade cria um peso negativo, custos excessivos à economia e compromete o futuro dos segurados. “Quando a força de trabalho é racionalmente bem enquadrada, pode contribuir grandemente para a produtividade da economia, acelerar a qualidade de vida dos cidadãos e garantira sustentabilidade social para o futuro através da segurança social”, argumentou.

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