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Isabel dos Santos acusa Angola e Portugal de usarem provas falsificadas para arresto de bens

Em Fevereiro último, Isabel dos Santos afirmou que nunca tinha sido notificada ou ouvida no âmbito no inquérito que levou ao arresto das suas contas em Angola.

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A empresária Isabel do Santos acusa as autoridades judiciais de Angola e de Portugal de terem confiado “numa falsificação” do seu passaporte como prova na apreensão dos seus bens, apesar de haver “muitos e óbvios” sinais de falsificação, como "uma fotografia tirada da internet”; “data de nascimento incorrecta” e numeração errada, “pois existem dois números de passaporte no mesmo documento”.

Numa nota chegada hoje à redacção da Economia & Mercado, a empresária  defende que a Justiça Portuguesa, que  “decidiu cooperar com Angola, com base no princípio da confiança e boa-fé entre os Estados e ao abrigo de uma Convenção de Cooperação Judiciária dos países da CPLP e assim tem executado vários arrestos em Portugal, com base em pedidos judiciais tomados e assentes em documentos forjados e falsos”, reavalie agora, “à luz desta denúncia e de outras que se seguirão”, “estas execuções às ‘cegas’, e prosseguir no sentido da justiça, no respeito da legalidade e dos valores da verdade e do Estado de Direito”.

Recorde-se que o Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto preventivo de contas bancárias pessoais da empresária angolana Isabel dos Santos, do marido, Sindika Dokolo, e do português Mário da Silva, além de nove empresas nas quais detêm participações sociais.

Entretanto, a empresária angolana Isabel dos Santos, em Fevereiro, afirmou que nunca tinha sido notificada ou ouvida no âmbito no inquérito que levou ao arresto das suas contas em Angola.

Numa comunicação via Instagram, naquela altura, Isabel dos Santos defendeu que "é importante que a justiça seja justa e que se dê uma oportunidade às pessoas para se poderem defender. Sobretudo de poderem mostrar documentos, mostrar factos. Ninguém quer uma sociedade em que não haja oportunidade para as pessoas se defenderem. A mim, infelizmente, não me foi dada essa oportunidade".

Nota que recebemos hoje, lê-se ainda que “agora é também a oportunidade para a Justiça Angolana demonstrar que não teme pela solidez e fiabilidade do seu trabalho. A partir deste momento, tem de agir na legalidade e dar provas da sua actuação e da sua total independência do poder político e do Estado Angolano”.

O Estado angolano ainda não se pronunciou às acções de procedimentos fraudulentos apresentadas por Isabel dos Santos.

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