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ITA, dezasseis anos de inovação, resiliência e crescimento

Há mais de um ano, a direcção da ITA (Internet Technologies Angola) reuniu jornalistas no seu escritório para anunciar que a empresa tinha crescido, em 2019, cerca de 45%.

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Carlos Aguiar

Na altura, revelou o director-geral, Francisco Pinto Leite, que a ITA investiria ainda mais em infra-estruturas e na constante melhoria da prestação de serviços aos clientes que constituem dois pilares de crescimento do seu volume de negócios. Semanas depois, o mundo começou a receber os primeiros alertas vermelhos sobre a Covid-19, e, em Abril, Angola, em particular, decretou o seu primeiro Estado de Emergência, o que teve forte impacto negativo na economia e nas famílias.

Tal como a maioria das empresas, a ITA não escapou dos efeitos negativos da Covid-19, numa economia que vem registando anos sucessivos de recessão económica, embora o desempenho da companhia da área de telecomunicações mantivesse um ritmo positivo, em contraciclo com a crise. Em 2020, segundo Francisco Leite, a doença impactou, negativamente, as receitas da empresa, mas nem tudo foi mau, ressalvou.

“Se, por um lado, tivemos a redução da utilização dos nossos serviços por parte de alguns sectores da economia, nomeadamente o sector bancário e o do turismo, por outro, a pandemia acelerou a transformação digital, o que proporcionou o aumento da procura de soluções de conectividade, data center e cloud. Entre perdas e ganhos, ficámos apenas a 4% abaixo da nossa perspetiva de venda”, informou o responsável.

Director-geral da ITA, Francisco Leite

Em termos de expansão territorial, o objectivo em 2020 era chegar às 18 províncias, mais cinco do que em 2019. E, mesmo com os transtornos em relação à locomoção, causados pela pandemia, foi possível criar infra-estrutura territorial em mais duas províncias, faltando, assim, três, para cobrir o país, que já está atendido, a 100%, por satélite. Recorde-se de que, em 2019, a ITA investiu perto de 10 milhões de dólares em infra-estruturas, incluindo a construção do Data Center.

Para além da expansão e da consolidação da cobertura nacional, em 2020, como parte do Grupo Paratus (que tem forte presença na região da África Austral), a ITA começou a internacionalização da oferta de serviços de telecomunicações e tecnologias de informação, de modo a transformar Angola num HUB de dados no continente berço, permitindo, desta forma, que instituições dos sectores “como a banca, petróleo e gás, minas, telecomunicações, retalho e Governo beneficiem de uma rede de serviços de telecomunicações, com destaque para a região da SADC”, afirmou Francisco Leite, tendo acrescentado que um plano já está a ser concretizado.

Leia o artigo completo na edição de Julho, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

ITA, sixteen years of innovation, resilience and growth

Over a year ago, the management of ITA (Internet Technologies Angola) invited journalists to its office to announce that the company had grown about 45% in 2019.

At the time, the general manager, Mr. Francisco Pinto Leite, revealed that ITA would invest even more in infrastructure and in improving the provision of services to customers, which are two pillars of business growth. Weeks later, the world began to receive the first red alerts about Covid-19, and in April Angola implemented its first State of Emergency, with a significant negative impact on the economy and families.

Like most companies, ITA suffered the negative effects of Covid-19, while enduring an economy that has been experiencing successive years of recession. However, the telecommunications company’s performance has remained positive vis-a-vis the crisis. According to Francisco Leite, despite the negative impact of the disease on the company’s revenues in 2020, not everything was bad.

“If, on the one hand, there was a reduction in the use of our services by some sectors of the economy, namely banking and tourism, on the other hand, the pandemic accelerated the digital transformation and caused an increase in demand for connectivity, data center, and cloud solutions. Considering losses and gains, we were only 4% below our sales projections”, he said.

In terms of territorial expansion, the goal in 2020 was to reach all 18 provinces, five more than in 2019. And, even with mobility constraints caused by the pandemic, it was possible to install infrastructure in two additional provinces, meaning only three are missing for full country coverage to be achieved. Angola currently enjoys 100% satellite coverage. In 2019 ITA invested close to $10 million in infrastructure, including the construction of a Data Center.

In addition to the expansion and consolidation of national coverage in 2020, as a member of the Paratus Group (which has a strong presence in Southern African), ITA kicked off the internationalization of the supply of telecommunication and information technology services. The goal is to turn Angola into a data HUB in Africa, thus allowing institutions in sectors “such as banking, oil and gas, mining, telecommunications, retail and government to benefit from a network of telecommunication services, with emphasis on the SADC region,” said Francisco Leite, adding that a plan is already being executed.

Read the full article in the July issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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