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Luanda. Cidade problemática

O presidente angolano, João Lourenço, acalentou o novo governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova, pedindo-lhe para não ter medo de enfrentar os desafios de governar a capital do país.

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Sebastião Vemba
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Sebastião Vemba

Pelos vistos, o mais novo dos governadores da problemática cidade de Luanda tem pleno conhecimento do que o espera.  Aquando da tomada de posse, o novo inquilino do GPL prometeu prestar mais atenção aos “subúrbios, musseques e zonas periféricas, com pequenas iniciativas, mas com impacto (positivo) e duradouras”, o que pode ser visto como uma espécie de reconhecimento das condições deploráveis existentes nessas circunscrições da província onde, segundo os dados definitivos do Censo Geral da População e Habitação 2014, divulgados em 2016, 54% dos agregados familiares admite que despeja o lixo ao ar livre. Neste sentido, não é de estranhar que, de tempos em tempos, se registem surtos de cólera e de malária, esta última a causa número um de mortes no país, fazendo dupla com a sinistralidade rodoviária.

Entretanto, os problemas de Luanda não se limitam aos “subúrbios, musseques e zonas periféricas” e vão desde a saúde à educação, passando pela questão do fornecimento regular e eficiente de serviços básicos (como energia e água) e pelo ordenamento do território e mobilidade urbana. Entra governador, sai governador, os problemas de Luanda mantêm-se e, em alguns casos, agudizam-se, como tem sido o caso do lixo e das estradas, cujo  mau estado contribui, de sobremaneira, para o alto índice de sinistralidade rodoviária e para o trânsito caótico na cidade e, consequentemente, para as dificuldades de transporte urbano a que as populações estão sujeitas.  

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