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Má formação de quadros tem impactos negativos sobre as empresas

A fraca qualidade dos quadros angolanos, fruto da má qualidade da formação oriundos dos sistemas de ensino, tem “impacto negativo” na produtividade e credibilidade das empresas, defendem gestores.

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Cláudio Gomes
Cláudio Gomes

Para muitos a contratação de colaboradores estrangeiros é a forma encontrada para colmatar a falta de quadros qualificados nacionais.

O director-geral da Coseba, Jorge Cardoso, considera que a má qualificação dos profissionais pode limitar a criação ou a expansão das empresas. Para o gestor, a qualidade do capital humano é o que vai determinar aquilo que as empresas serão. “As insuficiências do capital humano angolano podem criar debilidades na produtividade, danos na imagem da empresa, afectar negativamente a qualidade dos serviços/produtos e criar desmotivação interna”, afirmou, salientando que, no caso de serem empresas angolanas a competir no mercado nacional, na mesma área de negócio, todas irão partilhar as mesmas limitações.

Em Angola, disse o gestor da empresa que actua em consultoria, serviços bancários e administrativos, “as empresas deparam-se com candidatos com limitações de comportamento, baixos níveis de exigência, responsabilidade e de honestidade” e “há uma cultura em que a antiguidade, a proximidade com os decisores, o facilitismo e as oportunidades de enriquecimento são valorizados face ao mérito de um trabalho bem feito”,criticou, fazendo referência ao facto de existirem, por outro lado, excepções à regra, de profissionais com vontade de aprender e evoluir.

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