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Mais de 100 empresas financiadas pelo PAI estão em incumprimento

Criado em 2012 para impulsionar a produção nacional, o Programa Angola Investe (PAI) deixa como legado um saldo negativo: malparado de 40% e 100 empresas em incumprimento.

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Mais de 48 mil milhões de kwanzas dos 120 mil milhões emprestados à luz do Angola Investe estão por regularizar, ao passo que mais de 100 empresas beneficiárias são improdutivas, apurou a Economia & Mercado. Segundo informação a que tivemos acesso, o Estado angolano injectou 55 mil milhões de Kwanzas para “aliviar” os juros a serem pagos pelos mutuários.

Na esperança de reaver o financiamento e não perder o rasto das empresas financiadas, os bancos envolvidos neste processo e oMinistério da Economia e Planeamento (MEP), que o supervisionou durante os sete anos de vigência, criaram o “Projectos em Esforço”, cuja ideia se centra no acompanhamento e auxílio, por via de consultores nacionais especializados, dos projectos financiados. No entanto, o Ministério da Economia e Planeamento não clarifica se o referido “acompanhamento e auxílio” envolve reforço financeiro.

“Os bancos têm desenvolvido esforços junto das empresas que se encontram na referida situação. Contudo, procedeu-se ao levantamento dos projectos financiados ao abrigo do Programa Angola Investe, numa iniciativa denominada ‘Projectos em Esforço’, que visa a recuperação daqueles projectos que paralisaram por questões como dificuldades conjunturais, falta de divisas para aquisição dos equipamentos e maquinarias, depreciação do kwanza e por não conseguiram concluir os seus projectos”, refere o Ministério da Economia e Planeamento em resposta a um questionário enviado pela E&M. Apesar do insucesso de mais de cem empresas financiadas no quadro do Angola Investe, e da sua consequente incapacidade para o cumprimento junto dos bancos, o Ministério da Economia e Planeamento não as considera “incumpridoras”. Refere, pois, que as mesmas “carecem de aporte financeiro e apoio na gestão administrativa para melhorar os seus processos de produção”.

Além de empresas a carecerem de aporte financeiro pelos motivos apresentados acima, há relatos de beneficiários cujo financiamento não foi utilizado para o fim solicitado.

Leia mais na edição de Outubro de 2019

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