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Mais de 150 lavras danificadas por gafanhotos

São no total 209 lavras danificadas pela praga de gafanhotos que se instalou nos municípios da Namacunde, Cuanhama e Ombadja, na província do Cunene.

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Cláudio Gomes
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DR
Cláudio Gomes

A vaga de gafanhotos que assola a província do Cunene segue agora em direcção ao marco 12 e 14, na fronteira Angola/Namíbia, conforme avançou ontem, segunda-feira, 12 de Abril, a governadora daquela província, Gerdina Didalelwa, num encontro com a equipa técnica multissectorial criada para o efeito.

Por sua vez, o secretário de Estado para Agricultura, João Manuel da Cunha, informou que o combate a praga começa ainda esta semana, devendo a qualquer momento chegar à província os meios, incluindo aéreos, para fazer face a esta tarefa.

Considerando que a província do Cunene sofre ainda as consequências da seca severa que assola a circunscrição, o surgimento da praga poderá, ainda mais, comprometer a esperança das poucas  colheitas das culturas, concretamente do massango, produto mais consumido na região.

De acordo com as autoridades governamentais, a vaga de gafanhotos que atinge cinco países da região Austral de África, surge devido às alterações climáticas, que estão a influenciar a reprodução dos gafanhotos de forma massiva, afectando, desta feita, os campos agrícolas e pastos.

Em Angola, no princípio, estava restringida apenas à província do Cuando Cubango, concretamente, nos municípios do Dirico, Rivungo, Calai, Cuangar e Mavinga, tendo expandido, sexta-feira, para a província do Cunene.

Combate inicia esta sexta feira

O ministro da Agricultura e Pescas anunciou, ontem, segunda-feira, 12 de Abril, que o combate à praga de gafanhotos, que assola as províncias do Cunene e do Cuando Cubango, inicia já nesta sexta-feira, 16 de Abril.

Em declarações ao Telejornal da Televisão Pública de Angola, António de Assis disse que para uma intervenção à praga são necessários estudos locais para preservar os outros seres vivos.

Para se combater os gafanhotos, citada a Angop, deve-se ter em conta que os insectos estão no chão e no ar e o procedimento a ser usado exige a protecção dos pássaros, gado e de outros seres vivos, como o próprio homem.

No entender do ministro, o combate deve ser em bloco, daí a criação de equipas de vigilância, uma vez que eles deixam ovos, que, se não forem bem controlados, nos próximos dias o fenómeno pode voltar.

Segundo António de Assis, para que esta vaga de gafanhotos não volte, o governo angolano criou uma comissão multissetorial coordenada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião e pela ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

Integram também o grupo, os ministros do Interior, Administração do Território e Reforma do Estado, Agricultura e Pescas, Cultura Turismo e Ambiente e as Forças Armadas Angolanas (FAA).

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