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Malária mata mais de 25 mil pessoas em dois anos

Angola registou nos últimos dois anos 25.781 óbitos por malária e atingiu, no decurso do primeiro trimestre de 2019, 1,2 milhões de casos, informou, esta semana, em Luanda, Franco Martins.

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Segundo o coordenador do Programa Nacional de Luta Contra a Malária, citado pelo Vivências Press, que citou a Rádio Nacional de Angola (RNA), registou-se, entretanto, uma diminuição do número de mortes em 2.153 entre 2017 e 2018.

"Houve um aumento, em 2017,na ordem dos quatro milhões de casos e, em 2018, na ordem dos cinco milhões”, referiu, salientado que o facto os “deixa relativamente satisfeitos” em relação ao controlo que foi feito.

Segundo Franco Martins, que falava em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Malária, assinalado hoje, as autoridades de saúde registaram, em 2017, um total de 13.967 óbitos, número que desceu em 2018 para 11.814.

As províncias do Cuanza Norte, Uíge, Cabinda e Zaire, todas do Norte de Angola, são consideradas as mais endémicas, de acordo com indicações prestadas pelo o coordenador do programa.

Com efeito, segundo os dados do Ministério da Saúde, disponibilizados pelo responsável, algumas regiões do sul e centro do país como Benguela, Huambo e Bié, também têm vindo a registar um aumento considerável de casos nos últimos anos.

"É fundamentalmente a localização geomorfológica, o clima, que tem condições criadas para o desenvolvimento e proliferação do vector da doença, que é o mosquito", referiu Franco Martins.

Contudo, o coordenador do Programa Nacional de Luta contra a Malária disse que durante o primeiro trimestre de 2019, foram registados cerca de 1.2 milhões de casos, mas “prevê-se a diminuição de casos”, tendo em conta que "o sistema de informação está a melhorar".

"O nosso foco é que este aumento do número de casos não se reflicta no aumento do número de óbitos, à semelhança do ano passado", salientou.

Uma das estratégias do Governo é a sensibilização da população no sentido da prevenção da doença. Por isso, criou uma comissão interministerial para elucidar melhor a população sobre a doença que mais vitima pessoas em Angola.

A malária, é uma doença infecciosa, que tem como grupo vulnerável crianças e grávidas, é a primeira causa de morte emAngola.

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