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Menos de 5% da produção nacional de diamantes é lapidada em Angola

Mais de seis meses depois da apresentação da maquete, a obra está a um grau de execução de 46%, sendo que a mesma alberga 710 trabalhadores nacionais e 23 estrangeiros.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Angola lapida menos de 5% da produção nacional de diamantes, apesar de um investimento significativo em novas fábricas de lapidação nos últimos três anos, informou o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantífero Azevedo.

O responsável falava por ocasião da apresentação do Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo a potenciais investidores nacionais e estrangeiros, na manhã dessa segunda-feira, em Luanda, tendo lembrado ainda que, até 2017, existia no país apenas uma fábrica de lapidação. Porém, actualmente, prosseguiu, existem mais três fábricas, embora todas localizadas em Luanda. O desafio, referiu o ministro Diamantino de Azevedo, é que as fábricas sejam instaladas nas províncias produtoras de diamantes. “É por esse motivo que foi criado o Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, que prevê a criação de uma plataforma industrial infra-estruturada que permita, localmente, a agregação de valores, o fomento e o crescimento da actividade de licitamento de diamantes e serviços afins”.

O responsável afirmou ainda que, estando devidamente estratificadas as responsabilidades de governação das diferentes instituições do sector dos recursos minerais e petróleo, o Governo está empenhado, ao nível da indústria diamantífera, no aumento da produção, “implementação de novos projectos de prospecção, na diminuição do garimpo, na organização da exploração semi-industrial, na criação de um sistema de comercialização robusto, transparente e de cariz internacional, que passará pela criação da bolsa de diamantes, bem como no aumento da lapidação de diamantes brutos”.

O Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, financiado em 77 milhões de dólares pela Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes (SODIAM, E.P), é uma plataforma que tem como objectivo congregar empresas do ecossistema da mineração, com foco na cadeia de valor dos diamantes, oferecendo uma infra-estrutura adequada e necessária para o fomento e a dinamização dessa actividade, lê-se no documento de apresentação do projecto, distribuído aos participantes no evento.

Além da SODIAM, E.P, a ENDIAMA deverá fazer um investimento de 27 milhões de dólares que, entre outros objectivos, visa a construção de um centro de formação profissional.

Mais de seis meses depois da apresentação da maquete, a obra está a um grau de execução de 46%, sendo que a mesma alberga 710 trabalhadores nacionais e 23 estrangeiros. Dos nacionais, 400 foram contratados na Lunda Sul, província responsável por quase 90% da produção nacional de diamantes, razão que determinou a sua escolha para a instalação dessa infra-estrutura.

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