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Metro vai promover crescimento económico

A melhoria da mobilidade urbana, emprego, contribuição fiscal e qualidade de vida são alguns benefícios que o Metro de Superfície de Luanda poderá proporcionar à economia angolana.

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O Metro de Superfície de Luanda, cujo início da sua construção está previsto para este ano, segundo especialistas angolanos, poderá propiciar também o aumento da vida útil das infra-estruturas rodoviárias em consequência da redução da circulação de veículos automóveis.

A redução da circulação de automóveis, como escreveu Angop, citando o engenheiro civil, Abílio Cabeto, será uma consequência do metro, pois que este pela rapidez, comodidade, baixa de preço dos bilhetes de passagem e capacidade de transporte de milhões de passageiros num dia, provocará uma maior procura dos serviços.

Abílio Cabeto apontou também como vantagem, de acordo coma agência de notícias, a inclusão das pessoas com mais de 50 anos, excluídas pela corrida ao transporte provocada pela carência.

O engenheiro explicou que com o metro, os cidadãos não precisarão acordar demasiado cedo para ir ao serviço, correr risco de ser assaltado e evitar os taxistas que em situações de chuva fazem vias curtas.

“De um modo geral, poderá haver uma vida menos stressante”, concluiu o especialista.

Por outro lado, o engenheiro Angelino Quissonde afirmou que o metro de superfície vai trazer um impacto positivo no bolso do cidadão, com redução dos custos de transportação assim como melhoria na qualidade dos serviços públicos e privados.

No domínio ambiental, o especialista considerou que o efeito será a baixa poluição automóvel tendo em conta a redução do número de veículos circulação por influência do Metro.

“Será um facto bastante fundamental para a economia do país, pois hoje por hoje transportar uma mercadoria de carro em Luanda, devido ao engarrafamento, é quase uma missão impossível”, disse.

O engenheiro acredita que com o Metro as pessoas chegarão mais animadas, motivadas e felizes ao local de trabalho. Vão poder programar melhor a sua vida e ter o tempo como um recurso irrenovável.

Assim sendo, os empresários vão poder cumprir os horários de entrega porque os trabalhadores terão como ser pontuais”. O sair muito cedo de casa, percorrer longas distâncias, passar muito tempo no trânsito são situações que, segundo o entrevistado, serão ultrapassadas, assim como o stress, a frustração e o cansaço provocados no percurso casa trabalho e vice-versa.

Sobre o assunto, indica a Angop, o arquitecto Américo Silva disse que o metro teria um impacto muito grande tendo em conta as enormes dificuldades que se vive relativamente à circulação na malha urbana que define a cidade de Luanda.

Referindo-se às rotas previstas (Porto de Luanda a Cacuaco, Avenida Fidel Castro Ruz-Benfica, Porto de Luanda-Largo daIndependência e Cidade do Kilamba-1º de Maio), Américo Silva afirmou que para iniciar podem ser viáveis e mais tarde fazer-se as devidas correcções atendendo ao contínuo crescimento da cidade de Luanda.

Para o economista Estêvão Eutímio, o Metro de Superfície sendo um meio de transporte de massas o seu funcionamento propicia maior circulação de pessoas e bens.

O aumento de circulação de pessoas e bens viabilizará o aumento das transacções comerciais entre os agentes económicos.

A sociedade também sentirá a mitigação de um dos grandes problemas que afectam a província de Luanda, que é o transporte na medida em que, existe uma insignificância de serviços de transportes por um lado e por outro, existe uma pobre rede viária.

Com o Metro, avança o interlocutor, à Angop, poderão reduzir-se os grandes congestionamentos de trânsito, permitindo aumento da produção com a redução do tempo que as pessoas ficam paradas no trânsito.

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