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Ministro de Estado acusa UNITA de criar factos políticos

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, acusou, esta semana, a UNITA de pretender criar acto político na sequência das exéquias de Joans Savimbi.

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Segundo o Jornal de Angola (JA), a urna contendo os restos mortais do fundador da UNITA encontra-se desde ontem numa unidade militar no Andulo, província do Bié, para depois ser sepultado na aldeia de Lopitanga, conforme a vontade da família e do partido em causa. De acordo com o jornal, os restos mortais do líder do partido político deveriam ser entregues durante o dia de ontem, por Pedro Sebastião, à direcção da UNITA e familiares de Jonas Savimbi, que não se deslocaram ao município do Andulo.

“A UNITA é vezeira, como costumamos dizer, deste tipo de comportamentos. Queria criar um facto político e pensamos que não é nestas matérias que deverá criar um facto político, pondo o Governo a reboque dela”, afirmou.

O ministro de Estado acusou a direcção da UNITA de impedir a entrega dos restos mortais de Jonas Savimbi, no município do Andulo, local previamente combinado entre o Governo, a família e a formação política.

“No último encontro, aquando da apresentação dos exames laboratoriais do DNA do Dr. Savimbi, foi aí dito que os restos mortais seriam entregues na província do Bié. Do último encontro havido com a família e a direcção da UNITA ficou então assente que seria no Andulo. Portanto, não houve aqui qualquer indício ou interesse por parte do Governo de atrapalhar a UNITA”, esclareceu o dirigente.

Ainda segundo o Jornal de Angola, Pedro Sebastião disse que o Governo criou condições logísticas para garantir a operação de transladação dos restos mortais de Jonas Savimbi para o município do Andulo.

“Postos no Andulo, a direcção da UNITA impediu os representantes da Comissão Multissectorial das Exéquias de estarem presentes no Andulo para a recepção dos restos mortais do Dr. Savimbi”, disse o dirigente mandatado pelo Presidente da República, João Lourenço.

O ministro sublinhou que a transladação dos restos mortais para o Andulo justifica-se com o facto de ser o local mais próximo da zona de Lopitanga, sítio em que a família e a direcção da UNITA tencionam enterrar os restos mortais de Jonas Savimbi. 

“Estamos habituados com esses comportamentos, desde o processo de Paz de Bicesse”, afirmou Pedro Sebastião, referindo-se a suposta actitude dos responsáveis do partido fundando por Jonas malheiro Savimbi. 

No quediz respeito a segurança no local, Pedro Sebastião garantiu que há condições de segurança onde se encontram os restos mortais de Jonas Savimbi, mas salientou a necessidade da direcção da UNITA e a família realizem o funeral do líder político mais rápido possível, pelo facto da referida unidade militar não reunir condições para acolher restos mortais por um longo período. 

O responsável disse, ainda que todos os assuntos relacionados com as exéquias de Jonas Savimbi devem ser tratados na Comissão Multissectorial criada pelo Presidente da República para o efeito e nunca na imprensa.

“Tudo o que se vai falando fora da comissão não tem relevância”, afirmou Pedro Sebastião, que chamou a atenção para que “não se esqueça em que circunstâncias o fundador da UNITA morreu.”

Na sequência, das informações sobre as exéquias do nacionalista, o ministro de Estado afirmou que não havia possibilidade de transladar os restos mortais de Jonas Savimbi do Andulo para o Cuito devido a questões de ordem logística, nomeadamente a insuficiência de combustível.

Ontem, por outro lado, o Vice-presidente da UNITA, Raul Danda desmentiu, durante um debate promovido pela TV ZIMBO, todas as acusações e alegações feitas pelo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Manuel Sebastião, tendo considerado-as como um acto de "má fé" da parte do general.

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