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Namibe. À espera do boom económico

Além de outras enormes potencialidades económicas, a província do Namibe tem a zona piscatória mais importante do país.

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Fotografia
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JA e Arquivos

A zona piscatória do Namibe representa 65% de toda actividade pesqueira do país,
 e detém uma considerável variedade e diversidade de recursos pesqueiros.

Apesar de ter um porto comercial, um caminho-de-ferro que liga a província ao sudoeste, condições para a prática do turismo e exploração de recursos minerais, o Namibe aguarda ainda pelo seu desenvolvimento económico.

A conclusão é do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) que, no seu último relatório económico sobre o país recentemente divulgado, realça que a província em causa tem recursos relevantes e de capital importância estratégica que, se racionalmente explorados, serão capazes de capitalizar a economia local, integrando-a no processo de desenvolvimento sustentável da economia nacional.

Para justificar o seu posicionamento, os investigadores do CEIC destacaram alguns sectores, como o agrícola, a pecuária, entre outros, com “alto potencial” de desenvolvimento económico. Em termos agrícolas, por exemplo, o relatório do CEIC refere que parte do solo da província “é apto para qualquer cultura do mediterrâneo e outras culturas tropicais”.

A este respeito, realça-se ainda que na cintura verde do Namibe (área periurbana), a oliveira encontra óptimas condições de adaptação, dando frutos de boa qualidade. A videira produz uvas de bom paladar e apreciação e o melão e melancia são de excelente qualidade” concluem os investigadores do CEIC, acrescentando que as “culturas de batata, batata-doce, banana, citrinos, feijão e oleaginosas podem intensificar-se e serem orientadas para a exportação, devido às condições excelentes de produção”.

De acordo com os especialistas do CEIC, no sector agrícola,com a mecanização da agricultura e a captação de águas a cultura massiva de hortícolas, videiras, oliveiras, batata-doce, entre outras culturas, para a satisfação não só das necessidades internas, como também para a exportação.

A prática da agricultura, segundo o relatório, pode perfeitamente ser desenvolvida fora dos vales e margens dos rios, “bastando, para tal, que se reforce o trabalho de abertura de furos de captação de águas subterrâneas, a adução e a distribuição das mesmas para os campos de cultivo agrícola”.

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