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Nova máquina de ressonância magnética permite quintuplicar atendimento e reduzir 50% do tempo de exame - Luanda Medical Center

Sebastião Garricha
13/6/2024
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Com este equipamento, o Luanda Medical Center assegura a realização de 42 exames com recurso à ressonância magnética, desde o crânio aos membros inferiores.

O Luanda Medical Center (LMC) inaugurou, nesta terça-feira, 11 de Junho, uma nova máquina de ressonância magnética que permite reduzir o tempo de realização de exames em até 50%, saindo de 60 para 30 minutos. Além disso, o equipamento vai garantir o aumento de  cinco vezes mais pessoas no volume de atendimento.

Denominada “MR5300 1.5 Tesla”, a máquina com tecnologia BlueSeal, já em funcionamento, que permite diagnosticar com mais detalhe e ainda mais rigor todas as patologias já estudadas anteriormente no LMC, resulta de um investimento estimado em 1,9 mil milhões de kwanzas (equivalente a pelo menos 2 milhões de euros).

De acordo com o LMC, o equipamento possibilita realizar estudos com perfusão, espectroscopia, cardiovasculares, estudos do plexo braquial, torácicos, abdominais e prostáticos, que anteriormente não era possível realizar nesta unidade hospitalar, e que não são realizados em mais nenhum local em Angola. 

Além disso, apresenta outros benefícios, nomeadamente imagens mais detalhadas para diagnósticos mais precisos; adequado para exames de cardiologia, ginecologia, cerebrais, entre outros; redução do ruído para maior conforto do doente; optimização na qualidade das imagens e redução do tempo do exame. 

Para reforçar, sublinha que MR5300 1.5 Tesla foi projectado para um maior conforto, especialmente para quem tem claustrofobia, além de ser compatível com sistemas de gestão hospitalar para um fluxo de trabalho eficiente.

“Mais do que um investimento num equipamento de última geração, trata-se de um forte investimento na prestação dos melhores cuidados de saúde aos angolanos. É o primeiro equipamento, com esta tecnologia avançada, a funcionar em Angola, incorporando uma variedade de recursos que proporcionam inúmeros benefícios, como diagnósticos mais rápidos, precisos e acessíveis”, refere Justin Gavanescu, CEO do LMC.

Com este equipamento, o Luanda Medical Center assegura a realização de 42 exames com recurso à ressonância magnética, desde o crânio aos membros inferiores.

Para a sua operacionalização, os profissionais do LMC receberam formação por parte de um técnico da Philips especializado neste equipamento, permitindo ainda optimizar protocolos de estudo, no que diz respeito a tempo e detalhe, de forma a que os estudos realizados tenham o máximo de qualidade, rapidez e conforto para os doentes do Luanda Medical Center.

“Este é um passo importantíssimo no acesso a exames que apenas podiam ser feitos no estrangeiro. Não havia até agora, em Angola, a capacidade de fazer, por exemplo, uma Ressonância Magnética do Crânio com Espectroscopia de Protões, que permite estudar certas patologias que alteram a bioquímica cerebral, como a doença de Alzheimer e Parkinson”, explica Vera Fontes, directora clínica do LMC, sublinhando que o mesmo acontece, entre outras, com a Ressonância Magnética Fetal, em que passa agora a ser possível aprofundar o estudo em gestações de risco para identificar problemas no sistema nervoso central de um feto.