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O acto de comunicar
 é tradicionalmente emocional

Licenciada em Ciências da Comunicação, com Especialização em Marketing e Publicidade, Kâmia Silva tem ainda uma frequência de Pós Graduação de Gestão de Projectos.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Com 15 anos de experiência no mercado, Kâmia Silva já esteve dos dois lados 
do jogo, nomeadamente enquanto cliente e enquanto prestadora de serviços, passando por várias áreas, como produção audiovisual, produção gráfica e eventos e teve oportunidade de perceber como são estruturados todos os processos de produção pensando numa perspectiva 360º as estratégias de marketing, comunicação e publicidade.


Há cinco anos numa das maiores agências de comunicação do país, a Executive Angola, considera estar viver uma “uma viagem incrível, ter a oportunidade de trabalhar numa empresa que tem 26 anos de história, com uma forte cultura organizacional”, que “implementa o trabalho de equipa e faz com que todos cresçam. É uma escola, sem dúvida”, afirmou.

Economia & Mercado (E&M) - Qual a receita para se ser uma boa profissional de comunicação na conjuntura actual do país, em que as empresas têm menos recursos para comunicar?

Para se ser um bom profissional de comunicação, em qualquer altura, e principalmente nesta em que vivemos em Angola, temos de ser comprometidos com o que fazemos, honestos, saber ouvir, observar, ter bom senso, muita calma e paciência, pois o trabalho em agência tem muita pressão, urgência e dinâmica. Não depende de uma só pessoa, uma vez que o sucesso é a equipa que constrói, cada um contribuindo para que a resposta ao desafio que lhes foi dado seja assertiva. Angola atravessa uma fase muito desafiadora, onde os profissionais de comunicação têm obrigatoriamente de transformar-se, ser criativos, visionários, aprender com a crise e inovar. Estamos a viver um momento intermédio da comunicação tradicional – que ainda tem muito impacto local – e a nova forma de comunicar, que é o digital, está a crescer todos os dias. O acto de comunicar é tradicionalmente emocional, mas hoje não basta apenas reforçar a relação entre o consumidor e as marcas. Pelo contrário, é necessário também gerar vendas. O consumidor final tem cada vez menos recursos financeiros, e a actual dinâmica social dá-lhe menos possibilidade de ir à procura dos produtos como anteriormente. Estamos na era do preço e da proximidade, mas não devemos esquecer-nos da componente emocional.

Leia mais na edição de Julho de 2019

Economia & Mercado – Quem lê, sabe mais!

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