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O Futuro das Organizações

Patrícia Vicente
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Foto:
DR

Muitas empresas estão já a re-imaginar o futuro do trabalho, dos seus negócios e das suas pessoas, de forma a redefinirem a forma como operam, assente num roadmap que combine tecnologia e pessoas.

Estamos no último trimestre de 2020 e embora pareça que este ano nem chegou a começar, globalmente queremos rapidamente virar a página para voltar a traçar planos numa folha nova e deixar os reajustes e rectificações que têm feito parte deste 2020 para trás.

Entre os maiores desafios das Organizações encontramos por um lado a gestão das equipas, garantindo as condições de trabalho, a segurança e o bem-estar e por outro as constantes alterações e adaptações às contingências e necessidades sociais e legais que vão sendo colocadas, obrigando a traçar planos e medidas no curto-prazo. Tudo isto, mantendo o foco no negócio, nos resultados e nas implicações que uma Pandemia acarreta ao nível não só económico, mas também social quando tentamos perspectivar o futuro. Mas é exactamente no futuro que as Organizações necessitam de se focar neste momento. Na estratégia que vão traçar para o futuro dos negócios, dos modelos de trabalho, das equipas e das mudanças tecnológicas. Trabalhar com o futuro como foco é essencial às Organizações para garantir a sobrevivência e sustentabilidade nos próximos tempos - que se vão manter desafiantes.

Qual é o futuro das Organizações? Muitas empresas estão já a re-imaginar o futuro do trabalho, dos seus negócios e das suas pessoas, de forma a redefinirem a forma como operam, assente num roadmap estratégico que combine tecnologia e pessoas. Se a tecnologia era, até agora, uma tendência, deixou de o ser para passar a ser uma condição essencial e necessária. Logicamente que não existe uma receita padrão neste processo de planeamento do futuro, mas o primeiro passo é olhar para o momento e capitalizar esta oportunidade para (re)imaginar a Organização e redefinir a forma como opera, focando em 4 pilares: operações, processos, tecnologia e pessoas.Por outro lado, é importante também não esquecer as alterações que ocorreram nos principais stakeholders, sejam eles Clientes, Colaboradores, Fornecedores ou Parceiros. É fundamental que o redesenho do futuro, tenha estes elementos em consideração e lhes agregue valor, reforçando relações e trabalhando para uma comunidade global.

Ao nível da Liderança, esta nunca foi tão necessária e tão remota, embora presente. O futuro exige uma liderança mais autêntica e visível, que guie comportamentos, alinhe objectivos e direcções ao mesmo tempo que estabelece confiança e determinação. Uma liderança capaz de navegar num ambiente de incerteza, com agilidade para gerir e comunicar virtualmente, capaz de tomar decisões firmes no futuro. Estas são algumas das competências a reforçar nos líderes das Organizações, reconhecendo que, também para eles, esta é uma nova realidade e há um trabalho a fazer para responder aos desafios do futuro.

As Organizações têm vindo a agir de forma reactiva e no curto-prazo, perante o cenário pandémico que enfrentamos. Não estavam preparadas e foram agindo na esperança de que, em algum momento próximo, esta fase terminasse. Mas chegou a altura de dar um passo e reconhecer que esta não é a estratégia de sobrevivência que as Organizações precisam.

Haverá sempre futuro à nossa frente e é nele que nos temos de focar. Porque ainda que perante uma adversidade sem data limite, a sustentabilidade e esperança das empresas está no futuro.

O futuro exige uma liderança mais autêntica e visível, que guie comportamentos, alinhe objectivos e direcções ao mesmo tempo que estabelece confiança e determinação. Uma liderança capaz de navegar num ambiente de incerteza, com agilidade para gerir e comunicar virtualmente, capaz de tomar decisões firmes no futuro.