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O olhar de Rescova aos musseques de Luanda

O novo governador de Luanda, Sérgio Luther Rescova Joaquim disse, ontem, durante a cerimónia de tomada de troca de pastas, que manterá um olhar diferenciado aos musseques da província.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

Segundo o Jornal de Angola (JA), Luther justificou tal promessa afirmando que os subúrbios ou zonas periféricas, da província concentram a maioria parte da população da capital, por isso defendeu que “o poder real de governar Luanda deve ser entregue aos municípios e distritos”.

O acto que foi presidido pelo ministro da Administração do Território e Reformado Estado, Adão de Almeida, o novo inquilino do também chamado “Palácio da Mutamba" apelou as administrações municipais a assumirem o seu real papel que passa por se colocarem ao serviço dos cidadãos.

“É legítimo e normal que o cidadão de Luanda entenda que a solução dos seus problemas está no Governo Provincial ou mesmo no senhor governador provincial”, admitiu o novo e mais jovem Governador da província de Luanda, também conhecida como “cemitério de Governadores” ou de políticos. “Temos que trabalhar juntos para inverter, paulatinamente, esta visão consolidada”, defendeu, Sérgio Luther.

Com apenas 38 anos de idade, o político tornou-se no mais novo governador de Luanda e, durante o acto, manifestou confiança aos administradores municipais e distritais e pediu unidade na diversidade no que se refere ao trabalho conjunto dentro do respeito, da disciplina, da humildade, da organização, tendo exortado muito sacrifício e menos arrogância, vaidade, intrigas, calúnias e acima de tudo muito diálogo.

Para o jovem Governador, que tem nas mãos um desafio e ao mesmo tempo uma sublime oportunidade para provar o voto de confiança depositado pelo Titular do PoderExecutivo, João Lourenço e anular a opinião das vozes que se levantam e se mostram cépticos da sua actuação, por conta, eventualmente, da falta de experiência enquanto gestor público, quem não trilhar nos caminhos acima frisados estará a“auto-excluir-se do grupo de trabalho”.

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