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O papel da educação na atracção de investimento estrangeiro

É importante convir que o investimento privado para Angola deixou de ser uma necessidade, passando a ser encarado como a única via para a retoma do crescimento económico.

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Mauro Sérgio

O Executivo e as instituições económicas têm procurado, cada vez mais, implementar medidas viradas ao melhoramento do ambiente de negócios, cientes de que somente através da criação de uma realidade propícia para o nascimento e manutenção de empresas poderá proporcionar uma vida melhor aos angolanos.

Contudo, em qualquer sociedade, as políticas estatais só têm êxito se encontram um ambiente adequado para as implementar e cidadãos preparados para dar cada um o próprio contributo. A preparação do cidadão, para além de outros factores importantes, como a casa e o ambiente familiar, passa, sobretudo, pela escola, onde se devem adquirir os conhecimentos técnicos úteis para a formação humana e profissional.

No processo de atracção de  investimento privado, para além de se criarem as condições técnicas e infra-estruturais para chamar a atenção dos investidores nacionais e estrangeiros, é crucial que antes se invista prepotentemente na preparação técnica dos cidadãos, para que possam contribuir positiva e proactivamente no crescimento das empresas instaladas localmente. Sabe-se, por exemplo, que um dos motivos principais do insucesso das nossas empresas está na pouca preparação dos funcionários, que, pelas deficiências técnicas e profissionais, levam as empresas a perderem constantemente boa parte dos seus clientes.

Mais concretamente, na ausência de um maior investimento na formação, começando pela educação de base e estendendo-se à educação superior e profissional, os investidores estrangeiros deverão continuar a considerar a inclusão no próprio orçamento de custos associados a colaboradores estrangeiros, sobretudo nas áreas mais delicadas e profissionalizantes, pois encontram dificuldades em recrutar localmente quadros qualificadas e com experiência necessária para determinadas posições.

Tal como muitos outros países africanos, é necessário que localmente também passemos a encarar a educação como chave para o sucesso económico das empresas, o que se transformará automaticamente em crescimento económico para o País e consequente melhoria de vida da população.

Leia o artigo completo na edição de Abril, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login(appeconomiaemercado.com).

The role of education in the attraction of foreign investment

First of all, it is important to agree that private investment for Angola is no longer a necessity; it is now viewed as the only way for the resumption of the economic growth. The Government and the Economic Institutions have increasingly sought to implement actions aimed at improving the business environment, as they know that the only way to provide a better life for the Angolan people is through the promotion of a climate that leads to the creation and maintenance of businesses.

However, in any society, the policies of the States are only successful if they find a suitable environment to implement them and if citizens are prepared to make their own contribution. The preparation of the citizens, in addition to other important factors, such as housing and family environment, includes mainly the school, where they acquire technical knowledge deemed useful for human and professional education.

In the process of attracting private investment, in addition to creating the technical and infrastructural conditions to draw the attention of domestic and foreign investors, it is critically important that a strong investment is made on the technical preparation of the citizens, so that they can contribute positively and proactively to the growth of the companies based locally. It is known, for example, that one of the main reasons behind the failure of our companies is the lack of preparation of their employees. Due to these technical and professional skill gaps companies regularly lose many of their customers.

More specifically, in the absence of a greater investment on training programs, from basic education to the higher education, and vocational training, foreign investors should continuously consider the inclusion in their budgets those costs associated with foreign employees, especially in the most critical and professional areas, as they find it difficult to recruit locally qualified staff, with the necessary experience for certain positions.

As many other African countries, it is necessary that we also start to consider education as a key to the economic success of the companies, which will, automatically, turn into economic growth for the country and, consequently, the improvement of the population's life.

Read the full article in the April issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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