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O Plano B

O relatório “Cenários Futuros de Angola 2050 – Para além do Petróleo”, do Instituto de Estudos de Segurança, trouxe algum optimismo quanto à recuperação da economia angolana no longo prazo.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Quanto as perspectivas económicas a curto prazo, o documento apresenta ainda, para o país, um quadro sombrio, com uma recessão à vista para este ano, de acordo com a Economist Intelligence Unit, que entretanto prevê, para depois de 2020, três anos de crescimento, com base no pressuposto de que a reforma do sector petrolífero venha a atrair investimentos no campo da exploração petrolífera.

Se até hoje tem sido o petróleo a fonte de sustento do país – depois de termos deixado deteriorar-se toda uma estrutura existente no sector produtivo, com destaque para a agricultura e a indústria transformadora –, é também nele que, caso a actual dependência de receitas petrolíferas não seja eliminada ou no mínimo reduzida, que residirá o insucesso da economia angolana, considerando que, como alerta o Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla em inglês), “embora tenha havido investimentos recentes na exploração de petróleo e gás, as reservas provadas de petróleo de Angola deverão esgotar-se até ao início da década de 2030”. Ou seja, é necessário queA ngola, mais do que nunca, comece a pensar num “Plano B”, nomeadamente de menor dependência das receitas petrolíferas, dai que o ISS recomenda que o Governo dê seguimento ao seu compromisso de diversificar a economia, “pois corre o risco de enfrentar outra contracção económica quando as reservas de petróleo se esgotarem”.

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