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O ressurgimento de velhos fantasmas...

A economia mundial gravita, hoje, sobretudo, em torno dos EUA e da China, e o agravamento da tensão entre estes dois gigantes já se vai repercutindo também sobre a própria Europa.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

1. Os sinais de avanço da extrema-direita na Europa são já inequívocos, tal como um pouco por todo o mundo. Uma subida de expressão e importância, em países importantes no panorama internacional, leva-nos a temer o ressurgimento de fenómenos capazes de pôr em causa a coesão social, e até mesmo a própria paz mundial. Assim nos ensinou a história não tão distante assim...

2. A situação tornou-se tão grave que até partidos democráticos, moderados e mais integradores, ao formularem políticas, passaram a não deixar de enquadrar algumas das reivindicações da extrema-direita, temendo que, sendo ignoradas, fiquem com livre curso.

3. É, pois, fundamental recuarmos no tempo e revisitarmos, por exemplo, o clima que viveu a Alemanha no período que antecedeu a II Guerra Mundial, e que culminou na hecatombe que se conhece.

4. Adolf Hitler não deu qualquer golpe de Estado. Ele ganhou as eleições na Alemanha, num quadro dramático: i) Grande depressão económica; ii) Taxas crescentes de desemprego; iii) Desencanto político com as condições humilhantes a que o “Tratado de Versalhes” sujeitou a Alemanha, depois de derrotada na I Guerra Mundial; iv) Descontentamento social pela ineficácia do regime democrático; v) Uma alta burguesia alemã temerosa da eclosão de uma Revolução Socialista, nos moldes da então União Soviética; v) Os empresários e o clero em consonância com a alta burguesia.

5. Os sinais vindos da Alemanha não são hoje muito animadores, uma vez que se assiste a uma subida das preferências eleitorais por partidos extremistas em algumas das suas regiões. Porém, na Itália, parceiro da Alemanha na aventura da II Guerra Mundial, a extrema-direita esteve no poder e até fez estragos.

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