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ONU e Angola estudam nova cooperação

Transformação económica e social e empoderamento das mulheres, constam das prioridades na nova cooperação entre a ONU e Angola, que vai custar mais de 261 milhões de dólares.

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A Organização das Nações Nações Unidas (ONU) e o governo angolano estudam um novo quadro de cooperação para o desenvolvimento sustentável 2020- 2022, tendo a organização agora liderada por António Guterres já colocado à disposição do executivo um documento detalhado sobre a nova parceria.

Segundo o coordenador residente da ONU em Angola, Pier Paolo Balladelli, o acordo em causa integra quatro projectos pilares que deverão custar, no total, mais de 161 milhões de dólares, estando a sua implementação prevista para Janeiro de 2020.

Focado essencialmente em projectos virados para direitos humanos, apoio a jovens e adolescentes, igualdade de género e empoderamento da mulher, bem como resiliência das comunidades e sustentabilidade ambiental, 50% dos valores anunciados estão já, segundo Pier Paolo Balladelli, disponíveis ao abrigo do novo acordo, enquanto os restantes valores deverão ser angariados junto dos parceiros bilaterais da ONU.

Em comunicado, a ONU refere, sem indicar datas, que o draft do projecto “será oficialmente entregue ao ministro do Planeamento e da Economia, Pedro Luís da Fonseca que, por sua vez, realçou que no novo ciclo político, todas as entidades que queiram cooperar com Angola devem alinhar-se a um único documento de gestão: o Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022.

Antes do acordo de cooperação em curso, Angola tinha-se comprometido em alcançar as metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (OMD), mas, no entanto, acabou por os falhar em muitos pontos.

O ministro Pedro Nunes da Fonseca justifica o fracasso por, na altura da execução das metas previstas, Angola não ter realizado até então nenhum censo populacional, sendo que “tudo fazia-se com base em projecções irrealistas”.

Além disso, destacou a crise resultante da queda do preço dos combustíveis, despoletada em 2014. Lembrou, por outro lado, que Angola era um país de rendimento baixo e, apenas em 2017, passou para rendimento médio. Na visão do governante, tudo isso comprometeu o cumprimento das metas.

Apesar do fracasso, Pier Paolo Balladelli reconhece que houve melhoria nalguns sectores como a saúde e a educação, agricultura, boa governação e direitos humanos. Porém, alerta, há muito mais por se fazer para que Angola alcance o desenvolvimento sustentável e, quiçá, erradique a pobreza.

Os oito Objectivos do milénio adoptado, em 2000, pelos países membros da ONU previa a redução da pobreza extrema e da fome, o alcance do ensino primário universal, a promoção da igualdade e de género e empoderamento das mulheres, a redução da mortalidade infantil, melhoria da saúde materna, combate do Sida, malária e outras doenças, garantia asustentabilidade ambiental e a criação de uma parceria mundial para o desenvolvimento.

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