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Optimismo e “pé no acelerador” em 2021

O Governo entende que o ritmo de privatizações de activos e empresas do Estado (PROPRIV- 2019-2022) está acelerado e aponta 2021 como o ano fulcral para dar mais vida ao programa.

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José Zangui
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JA Imagens
José Zangui

Numa concessão pública que envolveu a participação de 30 empresas, foram privatizadas 13 unidades industriais localizadas na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda – Bengo (ZEE), em Viana. O país arrecadou, pela via da adjudicação de contratos, 24 mil milhões de kwanzas, mas os resultados esperados estão atrasados.

Em contrapartida, o presidente do Sindicato das Empresas da ZEE, Carlos Samuel Neto, em declarações à E&M, revela que, das 13 unidades, apenas duas funcionam a meio-gás, sendo uma delas a Univitro, vocacionada para a transformação de vidro, e a outra a Juntex, que produz e comercializa cimento- -cola. As demais, segundo o sindicalista, estão “engolidas pelo capim” e com trabalhadores a aguardarem em casa pela sua indemnização e outros pela recolocação.

Entre os processos já concluídos, destacam-se também, por via da modalidade de cessação do direito de exploração e gestão, as unidades industriais têxteis, nomeadamente: Textang (Luanda), Comandante Bula, ex-Satec (Kwanza-Norte), e África Têxtil (Benguela).

Relativamente à Comandante Bula, ex-Satec, a BAOBAB Coton Group, com sede no Zimbabwe, venceu o concurso para a concessão do direito de exploração. O valor anual fixo para essa unidade fabril é de cerca de 311 milhões de kwanzas, a ser pago num período de 15 anos, com pagamentos variáveis de 5% sobre o valor das receitas anuais. O investidor poderá exercer a opção de compra depois de 10 anos até ao fim do contrato, sendo o valor de compra avaliado em mais de 100 mil milhões de kwanzas descontados a partir dos montantes pagos até ao momento do exercício da opção de compra.

Leia o artigo completo na edição de Fevereiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Optimism and “pressure on the accelerator pedal” in 2021

The Government believes that the pace of the Privatization of States’ Assets and Companies (PROPRIV- 2019-2022) is accelerating, and all indicates 2021 as the key year to bring more life to the program.

In a public concession involving 30 companies, 13 industrial units, located in the Luanda-Bengo Special Economic Zone (ZEE), in Viana, were privatized. The country collected 24 billion kwanzas from the award of contracts, but the expected results are delayed.

On the other hand, the president of the ZEE Companies’ Union, Carlos Samuel Neto, in a statement to E&M, disclosed that from the 13 units, only two operate partially - Univitro, which is dedicated to glass processing, and Juntex, which produces and sells adhesive cement. The other companies, according to the union leader, are stagnant with workers waiting at home for compensation and others waiting for relocation.

Among the completed privatization processes, also three companies stand out due to the termination of their exploration and management rights, namely Textang (Luanda), Comandante Bula, formerly known as Satec (Kwanza-Norte) and África Têxtil (Benguela).

BAOBAB Cotton Group, headquartered in Zimbabwe, won the tender for the concession of the exploration rights of Comandante Bula, formerly known as Satec. The annual fixed value for the manufacturing unit is about 311 million kwanzas, to be paid over a period of 15 years, with variable payments of 5% over the value of the annual revenues.

Read the full article in the February issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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