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País regista falta de combustível

Luanda é uma das províncias que mais ressente da escassez de combustível num espaço de quase um mês de “calvário”, considerando que a primeira registou-se em Março último.

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Redacção
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Na capital, tal como no interior do país, são visíveis as longas filas de automóveis, motociclos e de pessoas com recipientes a mão, atrás de gasolina e gasóleo. A situação, como era expectável, obrigou muitos automobilistas a percorrer longas distâncias na tentativa de abastecer os veículos.

Júnior Guilherme é um exemplo da difícil realidade suportada pela maior parte dos consumidores. O automobilista apenas conseguiu o produto no posto de combustível da Sonagalp, localizada na Dona Xepa, zona do  Futungo, depois de ter passado pelas bombas do Patriota.

Rosa Marisa enfrentou, igualmente, longas filas para conseguir atestar o depósito da viatura. Segundo o Jornal de Angola, antes de se deslocar às bombas da Dona Xepa, Rosa Marisa foi obrigada a cumprir uma enorme fila no posto de combustível localizado nas imediações do Lar do Patriota.

“Não tive sorte, porque quando chegou a minha vez o produto acabou. Só faltavam três carros. Foi horrível”, lamentou. 

De acordo com informações veiculadas pela Rádio Nacional de Angola (RNA), a situação na cidade do Uíge é semelhante, sendo que também registou-se longas filas de carro, motorizadas e de pessoas com reservatórios, em mais de dez postos de abastecimentos de combustível.

Por conta da escassez do produto, um cidadão, que se deslocou àquela província com intuito de passar o fim-de-semana, viu-se impedido de regressar à Luanda, onde devia cumprir com a jornada laboral, por não conseguir abastecer a viatura.

Contudo, a insuficiência de combustível no país tem vindo a encarecer o produto no mercado paralelo. Em algumas artérias da capital, o litro que oficialmente custa 160 kwanzas, está a ser comercializado ao preço de 500 kwanzas, mais 360 kwanzas. 

Segundo o director comercial e marketing da Sonangol Logística, Dionísio Rocha Júnior a escassez de combustível deve-se a falta de divisas, o que impede a instituição de adquirir o produto a partir do exterior, tendo em conta que 80 por cento do combustível consumido no país é importado. Em Angola são produzidos apenas, através das refinarias instaladas localmente, 20 por cento do produto.

O responsável revelou que cerca de 40 por cento dos potenciais clientes, como as indústrias não pagam as dívidas que contraíram junto da instituição, e lembrou que é com esse valor que se compra as divisas. 

“Como se sabe, a aquisição de combustível é feita com divisas, por isso é importante que os nossos clientes honrem com os seus compromissos, ao contrário torna-se difícil superar a situação”, precisou. Dionísio Rocha Júnior considera alta a dívida acumulada pelos potenciais clientes que já dura três anos.

Apesar desse impasse, o director Comercial e Marketing da Sonangol Logística apela calma aos consumidores, já que está a ser feito o processo de descarga de uma quantidade "suficiente de combustível" que, certamente, "vai suprir as dificuldades".

“A Sonangol assegura que tudo está a ser feito para que, nas próximas 48 ou 72 horas, a situação seja ultrapassada”.

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