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Perda do poder de compra condicionou criação
 de classe média

As especificidades da sociedade angolana nem sempre facilitam uma análise da estratificação social no país. A inexistência de estudos actualizados limita a percepção clara sobre a classe.

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Pedro Fernandes
Fotografia
:
Carlos Aguiar
Pedro Fernandes

O certo é que, desde
o início da crise, a perda de metade do poder de compra condicionou o surgimento de uma classe média, que se tentou empoderar durante o auge do preço do petróleo.

Nos últimos quatro anos, o poder de compra dos angolanos que auferem o salário mínimo caiu 48%, apesar do reajuste salarial feito em Julho de 2017, ano em que se estima que essa queda tenha atingido os 20,8%, segundo cálculos do jornal “Expansão”. Entretanto, desde finais de 2014, cerca de 100.000 trabalhadores terão perdido o emprego, devido à crise económica que o país atravessa, segundo estimativa avançada pelo secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS), Manuel Viage, em entrevista concedida à Economia & Mercado (E&M) em Maio desse ano, o que revela que a perda do poder de compra tem sido transversal a todas as classes sociais, embora com maior incidência sobre as mais pobres.

Em 2012, uma sondagem desenvolvida pelo Sinfic para a E&M revelou que a classe média de Luanda contava, na altura, com 31% da população da província, sendo que esta, a nível profissional, estava essencialmente ligada a actividades no sector formal, nomeadamente na área dos serviços e comércio. De realçar ainda que mais de 25% desse grupo eram trabalhadores qualificados e cerca de 20% tinham a categoria de técnicos especializados.

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