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Polícia detém dois suspeitos de tráfico de menores na Huíla

A Polícia nacional deteve esta semana, província da Huíla, dois cidadãos, que tinham sob seu controlo mais de 300 crianças, por suspeita do tráfico e exploração de menores.

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Cláudio Gomes
Fotografia
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DR
Cláudio Gomes

O comandante provincial da Huíla da Polícia Nacional, Divaldo Martins informou que os dois cidadãos, que alegaram cuidar das crianças "por solidariedade", foram detidos na passada quarta-feira.

Segundo a Angop, a polícia suspeita que as crianças eram obrigadas a pedir esmolas nas ruas do Lubango, submetidas a trabalhos forçados e prostituição.
Divaldo Martins referiu ainda que foram identificados, em pelo menos três bairros, todos no Lubango, capital da Huíla, espaços que albergam crianças vulneráveis, maioritariamente da etnia Muila, que passam por situações de "absoluta precariedade".

Numa ação concertada, avança a agência nacional de notícias, as polícias da Huíla e da vizinha província do Namibe vão reforçar a fiscalização na fronteira entre as duas regiões, para impedir o transporte de crianças sem a devida autorização, medida que será igualmente adotada entre os municípios da Chibia, Lubango e Humpata, considerado o corredor de entrada para a capital da Huíla.

Face à gravidade da situação, o comandante provincial da Huíla da Polícia Nacional salientou que as autoridades governamentais criaram um programa de emergência para a identificação dos locais e dos menores que se encontram nessa condição, com vista à sua reintegração familiar.

Nos últimos meses, crianças provenientes de aldeias da Chibia, Humpata, Gambos e arredores da cidade do Lubango, que apresentam dificuldades em se expressar em português, têm permanecido em portas de supermercados, lojas e restaurantes, enquanto outras deambulam pelas ruas da cidade a pedir esmolas.

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