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Presidente da República agastado com falta de combustíveis

João Lourenço está "agastado" com a crise de combustíveis no país, revelou hoje uma fonte oficial à agência Lusa, confidenciando que a problemática foi debatido "intensamente" na Cidade Alta.

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A falta de combustíveis que está a afectar todo o país desde a passada sexta-feira, apesar de já se ter registado situação semelhante ao longo do mês do Março, vai aos poucos condicionando todos os sectores produtivos no país e está a resultar em graves problemas de fornecimento de energia eléctrica, com maior incidência nas províncias do interior, que dependem exclusivamente do fornecimento de combustível vindo da capital.

Num comunicado divulgado hoje, citada pela agência portuguesa de notícias e retomada pelo site Vivências Press, a Casa Civil do Presidente da República, o Chefe de Estado "voltou a reunir-se hoje no Palácio Presidencial, na sequência da reunião de ontem, com responsáveis ligados ao universo dos combustíveis", perspectivando a busca de uma resposta rápida "para a situação de escassez de que se está a viver desde há alguns dias no país".

"Da análise feita, concluiu-se ter havido falta de diálogo e comunicação entre a SONANGOL e as diferentes do Estado, o que terá contribuído negativamente no processo de importação de combustíveis", salienta o documento.

Ainda de acordo com o comunicado publicado "foram tomadas as medidas e mobilizados todos os recursos necessários para a completa estabilização do mercado de abastecimento dos combustíveis nos próximos dias", sendo que é cada vez mais visível as dificuldades para abastecer os automóveis e outros meios.

Na segunda-feira, falta de combustíveis em Angola tinha sido já discutido por João Lourenço num encontro que decorreu igualmente no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em que exigiu um "relatório pormenorizado" sobre a situação, documento que foi entregue hoje pelos responsáveis indicados na convocatória.

No encontro estiveram presentes os ministros dos Recursos Minerais e Petróleos, da Energia e Águas, e das Finanças, bem como o governador do Banco Nacional de Angola (BNA) e o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, entidades encarregadas de elaborar o relatório.

No entanto, apenas uma percentagem reduzida dos milhares de postos de combustíveis existentes no país está a receber combustível, com as centrais elétricas nas províncias do centro e sul do país a encurtarem os períodos de distribuição de energia elétrica, admitindo o risco de "total apagão".

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