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Presidente da República avalia impacto da seca

A seca que assola gravemente a região sul de Angola, com destaque para as províncias do Namibe e Cunene foi esta semana, assunto de discussão numa reunião realizada no Palácio Presidencial.

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Redacção
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O encontro foi orientado pelo Presidente da República, João Lourenço, que recentemente visitou a região e constatou a situação degradante das populações e do gado que morrem por conta do fenómeno natural.

Participaram da reunião, de acordo com o Jornal de Angola (JA), os ministros de Estado, ministros de diferentes sectores e os governadores das duas províncias visitadas (sexta-feira e sábado) pelo Chefe de Estado, onde procurou-se definir medidas urgentes e práticas para uma resposta coordenada e proporcional aos desafios colocados pela calamidade que atinge de um modo particularmente severo as províncias do Namibe, Huíla, Cunene e Cuando Cubango. 

Segundo o diário, o Presidente da República transmitiu orientações precisas para que se mobilizem os recursos de toda a ordem que fazem falta à circunscrição de modo a fazer face a difícil situação. O órgão público de informação refere que o Chefe de Executivo deixou “claro” que é necessário agir com verdadeiro espírito de emergência, sem que interfiram negativamente entraves de natureza burocrática.

João Lourenço indicou também, ainda de acordo JA, a necessidade de os esforços no terreno obedecerem a uma coordenação, para que não se dupliquem os esforços. A ideia que dominou a reunião, relata o jornal, é a de transformar a região sul de Angola – com realce para as províncias mais afectadas, o Namibe e o Cunene – num vasto campo de actuação, onde diferentes forças actuam com rapidez e sentido de missão, para que surjamos furos de captação de água necessários, as chimpakas para acudir os actuais problemas de acesso do gado à água e se proporcionem respostas para as dificuldades enfrentadas pela população em matéria de alimentação, vestuário, protecção contra o frio, entre outros bens considerados urgentes. 

Prevê-se, portanto, que nos próximos dias e semanas, aconteça um visível reforço dos meios de socorro em operação nos territórios atingidos, concretamente que se eleve ao número de dezenas as empresas dedicadas ao trabalho de captação de água a partir do solo, e desembarquem no território consideráveis quantidades de cereais como milho, massango, massambala, sal, soja, óleo alimentar, fuba de milho e sabão, entre outros bens.

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