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Presidente da UNITA condena ameaças a jornalistas

Adalberto da Costa Júnior, presidente do maior partido da oposição, criticou, recentemente, em Luanda, a “censura permanente” existente em Angola.

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No entender do político, a “censura permanente” está na origem da intimidação de jornalistas dos canais públicos, sublinhando que as ameaças ocorridas na manifestação convocada no último fim de semana não partiram da direcção do seu partido.

Em declaração à Lusa, Adalberto da Costa Júnior falou sobre as ameaças de que foram alvo jornalistas dos canais públicos angolanos TPA e TV Zimbo que cobriam uma manifestação convocada pela UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), tendo condenado as ameaças, que no seu entender “não partiram da direção da UNITA”.

Lamentou, no entanto, a exclusão de que o partido é alvo na cobertura mediática dos órgãos estatais.
Segundo a agência portuguesa de notícias, os profissionais da imprensa foram intimidados e ameaçados por manifestantes durante a cobertura da marcha que juntou no sábado, em Luanda, milhares de apoiantes e simpatizantes da UNITA e outros partidos da oposição angolana, bem como membros da sociedade civil, exigindo eleições justas, livres e transparentes.

O político sublinhou que não estava presente na altura em que os jornalistas foram alvo de ameaças, e que condenou o acto de intolerância logo na altura.
“As causas estão nas práticas dos órgãos públicos que há muito enterraram a democracia e as referências do Estado de Direito”, afirmou o presidente da UNITA.

O político disse, à Lusa, que se tratou de “uma grande manifestação de cidadania”, que contou com a participação e intervenção de outros partidos e forças políticas, como o Bloco Democrático, o Partido da Renovação Social e o PRA-JÁ, assim como organizações da sociedade civil, iniciativas que, sistematicamente, são ignoradas pelos órgãos públicos, controlados pelo Estado angolano.

Adalberto da Costa Júnior considerou ainda “vergonhoso” o posicionamento do governo (do MPLA) que controla os órgãos estatais “partidarizados”, e que violam a lei de imprensa ao não assegurar uma cobertura imparcial e equilibrada das actividades da oposição.

“João Lourenço tomou o poder e tornou-se pior do que o seu antecessor”, disse o presidente da UNITA em entrevista à Lusa, lamentando também o posicionamento “vergonhoso” das direções de informação dos canais públicos que emitiram comunicados condenando os actos contra jornalistas e responsabilizando a direcção da UNITA pelo sucedido.

“Uma palhaçada, a TPA e a Zimbo perderam completamente a vergonha”, afirmou o político, demarcando-se do comportamento de “alguns manifestantes”.
Defendeu ainda que, além do governo, também o Sindicato dos Jornalistas Angolanos deve “fazer mais do que está a fazer", em prol da pluralidade da informação.

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