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Privatizações. Estado desconhece quanto vale terceira ronda

O Estado angolano não sabe ao certo quanto vai arrecadar com o PROPRIV, nem o número de empregos que o processo deverá gerar, segundo a actual ministra das Finanças, Vera Daves, em declarações à E&M.

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José Zangui
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JA Imagem e DR.
José Zangui

O Estado emprega 85 mil milhões de kwanzas por ano em subsídios para a manutenção de empresas do sector público.

O programa de privatizações de Empresas e Activos do Estado (PROPRIV) 2019-2022 constitui a terceira tentativa do Governo angolano, num espaço de 30 anos, para desfazer-se da forte presença que continua a manter no sector empresarial público, incluindo em empresas rotuladas como não estratégicas.

De acordo com o administrador executivo do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Gilberto Luther, o Estado emprega 85 mil milhões de kwanzas por ano em subsídios para a manutenção dos custos operacionais das empresas públicas, obtendo dividendos de apenas 250 milhões de kwanzas.

Com o processo de privatizações em curso, envolvendo um total de 195 empresas de diferentes sectores, o Estado pretende alterar por completo este quadro, esperando obter como resultado, no final de todo o processo, uma maior rentabilização das empresas, mais postos de trabalho bem como uma economia mais dinamizada.

Embora, por um lado, haja o reconhecimento de haver determinação política e condições técnicas, o PROPRIV está, por outro, a ser fortemente questionado por potenciais interessados e especialistas, “por esconder dados de interesse público, nomeadamente o número de empregos que vai ou não gerar, bem como o montante a encaixar”.

Leia mais na edição de Novembro de 2019

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