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Quatro anos de João Lourenço. Liberdade e alteração da Constituição dividem opinião

Ao fim de quatro anos de João Lourenço, as opções para liberdade e a alteração da Constituição dividem opinião dos interlocutores, deputado à AN, Nelito Ekuikui e Director do IASED, Luís Jimbo.

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O deputado à Assembleia Nacional pela UNITA, Nelito Ekuikui é contundente, “hoje temos a imprensa completamente partidarizada e um regime que é alérgico a manifestações. A democracia piorou”, Defendeu o membro da UNITA. O Director Executivo do Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia, Luís Jimbo, por sua vez, vê o copo n’outra pesrspectiva, “diminuiu muito a repressão violenta das autoridades públicas contra os manifestantes”, disse. Entretanto, lembrou que aumentaram as manifestações por todas as províncias do território, o que segundo o nosso interlocutor, está a permitir acelerar o diálogo aberto no espaço público entre os cidadãos e os governantes. Luis Jimbo vai ainda mais longe, afirma que a democracia teve altos e baixos nestes quatro anos, mas melhorou considerando os últimos quatro anos antes de João Lourenço ter chegado ao poder.

A alteração da Constituição foi outro ponto de destaque na campanha e sobretudo no discurso de tomada de posse do João Lourenço. Sobre essa questão o deputado Nelito Ekuikui entende que apesar de não responder a tudo, satisfaz alguns interesses. “Já é possível pedir audição a ministros por exemplo. É verdade que ainda tem o entrave da autorização do Presidente, mas já existe”, frisou, sem esquecer que a questão da criação do círculo eleitoral no exterior do país, e a retirada do gradualismo nas eleições autárquicas, são também pontos positivos. Por sua vez, Luís Jimbo entende que a alteração da Constituição não respondeu a verdadeira necessidade, “porque não houve ruptura em nenhum princípio ou da estrutura da Constituição de 2010”. Defendeu. E recordou que as questões aprofundadas com alteração da Constituição poderiam ter sido feitas através de Leis no Parlamento sob iniciativa do Grupo Parlamentar do MPLA, o que não aconteceu.

Aquele líder associativo defende ainda que a chegada de João Lourenço ao poder mudou a consciência do cidadão de que alternância do poder pós José Eduardo dos Santos foi possível, sem continuidade e com determinação do novo líder, explicou.

Leia ao texto completo na edição de Agosto, versão impressa e digital.

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