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Quenianos querem importar banana e pescado do Bengo

O Quénia está interessado na importação de banana e pescado da província do Bengo, declarou, esta semana, em Caxito, o embaixador em Angola, Josphat Maikara.

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As declarações foram proferidas depois de uma visita para avaliar as potencialidades locais e identificar áreas passíveis de investimentos nos domínios do turismo, agricultura e aquicultura.

Na sequência, Josphat Maikara afirmou que os dois países têm uma Comissão Conjunta Multissectorial que privilegia, entre outros aspectos, a cooperação no domínio da capacitação de operadores que actuam nestes sectores.

“Pretendemos colher de Angola as melhores experiências nestes sectores”, referiu o diplomata, indicando que o seu país já é uma referência, em África, na formação de especialistas em turismo e conservação de parques e reservas naturais.

Com 17 parques nacionais, dez reservas naturais e seis parques marinhos, o Quénia tem, no turismo, uma das suas principais fontes de rendimento, algo que pode ser capitalizado pelo Bengo, detentor de áreas como a Coutada do Ambriz, Miradouro da Lua, Miradouro de Caxito, Quedas de Água de Valawa e Cachoeiras da Esperança.

“A província do Bengo pode beneficiar, largamente, dessa experiência, já que tem enormes potencialidades que precisam de ser melhor exploradas”, sublinhou Josphat Maikara. 

Referindo-se à aquicultura, segundo o Jornal de Angola, a actividade praticada em todos os municípios, o embaixador adiantou que o mercado queniano pode absolver as exportações angolanas, com custos significativamente menores em relação aos do Médio Oriente.

“O Bengo é uma potência na área de aquicultura. Logo, pode, perfeitamente, fornecer peixe a um mercado de 50 milhões de habitantes, como o Quénia, que importa actualmente do Médio Oriente”, referiu Josphat Maikara.

Segundo o diplomata, citado pelo jornal público nacional, o Quénia também avalia a importação de variedades de madeira da região do Bengo, para potenciar a indústria de mobiliário.

Enquanto esteve no Bengo, o embaixador queniano percorreu na praia do Kinfuku, da Novagrolíder, Fortaleza dos Militares, Casados Escravos e a zona turística do açude, entre outros empreendimentos económicos.

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