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RDC e Ruanda de costas viradas, Guterres contacta João Lourenço

Cláudio Gomes
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Foto:
DR

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Felix Tshisekedi expulsou recentemente o embaixador ruandês depois do avanço do grupo rebelde M23 para outras regiões. Ruanda lamenta decisão.

O avanço do grupo rebelde Movimento 23 de Março, mais conhecido por M23, antiga rebelião tutsi que desde 2021 opera no leste congolês, está na base do aumento da tensão entre a RDC e o Ruanda, agudizada neste fim de semana passado.

Preocupado com a escalada, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres terá contactado o Presidente João Lourenço considerando a função de mediador do conflito que opõe os dois países da SADC, noticiou esta semana a DW.

O porta-voz do governo congolês reconheceu que o avanço do M23 nas cidades de Kiwanja e, sobretudo, Rutshuru, representa uma "ameaça à segurança nacional". Citado pela DW, Patrick Muyaya disse que a "chegada maciça nos últimos dias de elementos do exército ruandês para apoiar os terroristas do M23" tem em vista uma "ofensiva geral contra as posições das forças armadas congolesas", o que culminou com o anunciou no sábado, 29, a expulsão imediata do embaixador ruandês, Vincent Karega.

Reação de Ruanda

Reagindo ao sucedido, Ruanda lamenta a decisão do governo congolês afirmando ter recebido "com pesar" a decisão da República Democrática do Congo de expulsar o seu embaixador e anunciou ter colocado em alerta as forças de segurança ruandesas na fronteira.

"É lamentável que o governo da RDCongo continue a culpar o Ruanda pelas suas próprias falhas de governo e segurança", lê-se.