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Rede de lojas Candando pede apoio ao Estado para não fechar portas

O grupo considera fundamental o apoio do Estado no que se refere o acesso e concessão de linhas de crédito com taxas de juro mais acessíveis.

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Fotografia
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Afonso Francisco

A empresa Condis Lda, que em Angola detém a rede de hiper e supermecados Candando, anunciou que tem nos últimos meses enfrentado um conjunto de desafios e dificuldades, com impactos directos no negócio, fruto da degradação económica do país, agravadas pelas necessárias medidas de confinamento impostas como resposta à crise pandémica da Covid-19.

Em comunicado, distribuído à imprensa, a empresa refere que para fazer face a actual situação elaborou um plano de revitalização que passa por manter os seus hipermercados e supermercados abertos, sendo que, para tal, necessitará também do apoio das entidades competentes, nomeadamente do Ministério do Comércio, para garantir o acesso a linhas de crédito para compras a fornecedores nacionais produtores e para as compras internacionais.  

“O apoio do estado angolano é assim fundamental, no acesso e concessão de linhas de crédito com taxas de juro mais acessíveis enquadradas eventualmente no programa Prodesi e nos programas de apoio a empresas nacionais com base no Aviso 10 e outras medidas, sobretudo para o Candando promover, aumentar, e ajudar na compra e no escoamento dos produtos nacionais e do campo, vindas do interior do País”, lê-se na nota.

A Condis diz ser ainda necessário, no quadro deste mesmo processo, a agilização administrativa dos processos de licenciamento e acesso a divisas que permitam proceder às importações atempadas de bens alimentares, bens de consumo e artigos de cesta básica, tão necessários no mercado angolano.

A situação actual da empresa Condis Lda, encontra-se particularmente agravada por esta não poder continuar a contar com o apoio dos seus accionistas, uma vez que por decisão do Tribunal Provincial de Luanda, e fruto do arresto preventivo encontram-se bloqueadas as contas bancárias dos accionistas.

Continua, de igual modo, vedado “o acesso aos dividendos e o acesso a fundos que poderiam servir para apoiar o Candando e apoiar a sua operação corrente, bem como as suas obrigações para com empresas fornecedoras de bens, rendas, serviços e entidades bancárias”.  

O comunicado da empresa acrescenta, por outro lado, que a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) de Angola, as autoridades congéneres portuguesas, procederam ao bloqueio das contas bancárias das empresas do grupo Candando em Portugal, “contas essas que serviam para a abertura de linhas de crédito e pagamentos junto de fornecedores internacionais”.

Esta situação, ressalta a nota, já obrigou a empresa a efectuar vários despedimentos em Portugal, e também limita o acesso à compra de produtos de importação para o mercado angolano.  

De capital privado, o projecto Candando existe no mercado nacional há quarto anos e resulta de um investimento total de 400 milhões de dólares, financiado pelos seus accionistas e pela banca comercial, nomeadamente pelos Banco BIC, Banco BAI, Standard Bank, Banco Millenium Angola, conforme destaca a nota que vimos referenciando.

O Candando emprega actualmente cerca de 2000 trabalhadores de forma directa e indirecta e possui três hipermercados e igual número de supermercados em pleno funcionamento, no mercado nacional.

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