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Reforma apenas vinga na expansão da rede escolar

A reforma do sistema de ensino em Angola apenas vingou no aumento das salas de aulas, permanecendo três outros objectivos por cumprir.

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Pedro Fernandes
Fotografia
:
DR
Pedro Fernandes

A melhoria da aprendizagem dos alunos, a equidade do sistema de educação e 
a eficácia interna do sistema, conforme reconhece o Ministério da Educação, são três dos quatro objectivos traçados no âmbito da reforma do sistema de ensino em Angola.

O crescimento demográfico em Angola 
é um elemento essencial a ter em conta na preparação do futuro do sector, segundo o pedagogo Adelino Pedro Lote. Actualmente, a população em idade escolar em Angola, ou seja, com idades entre os 5 e os 18 anos, totaliza 9.265.915, prevendo-se que até 2025 haja 12,5 milhões de crianças e jovens nessa faixa etária, segundo o Instituto Nacional de Estatística, o que representa um aumento de 35%.


Nesta perspectiva, é necessário uma maior disponibilização de recursos e infra-estruturas para cobrir a demanda. 
“Se partirmos da situação de 2015, em que são acolhidos no sistema escolar angolano, entre a classe de iniciação até ao fim do 2º ciclo do ensino secundário, incluindo a alfabetização, 8.637.299 cidadãos, podemos ter uma ideia mais rigorosa dos desafios de crescimento que existem por diante, seja em salas de aulas, actualmente 82.030, seja em professores, actualmente 183.730, para não falar dos equipamentos gerais e específicos e do restante pessoal de apoio à actividade das escolas”, argumenta o pedagogo.

Segundo o especialista, a estas necessidades acrescem-se outras como, por exemplo, uma formação de docentes “em maior quantidade e em qualidade”, que deve ser feita em instituições certificadas para o efeito.

“A sobre lotação das salas de aulas no ensino primário, por falta de infra-estruturas e de docentes – numa média de 50 alunos por sala, mas existem casos de turmas com 70 alunos, números elevados de abandono escolar, sobretudo nos ciclos mais avançados, bem como uma deficiente cobertura e frequência do ensino pré-escolar – revela o grande trabalho ainda por fazer”, refere Adelino Pedro Lote.


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