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Região do Songo vai ganhar nova unidade de descasque de arroz este ano

A instalação da nova e única unidade de beneficiamento, processamento e descasque resultará de um investimento avaliado em 150 mil dólares e será instalada até o fim de 2022.

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DR

Trata-se de um investimento privado que está a ser viabilizado pela Fazenda Bonsae, unidade agro-pecuária angolana que explora a cultura “do arroz inundado”, numa extensão de 70 hectares de terras aráveis da província de Malanje, revelou, recentemente, em Benguela, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Wanderlei Ribeiro.

Segundo o gestor agro-pecuário, o investimento agregará valor no relançamento do referencial na produção do arroz na região citada, bem como no apoio aos produtores de Cambundo Catembo, Quirima e, particularmente, de Luquembo.

Actualmente, explicou, o país tem uma produção de 10 mil toneladas de arroz contra as 24 mil toneladas que a região do Songo produzia em 1974. Ou seja, sublinhou, na era colonial, só uma região da província de Malange produzia duas vezes mais do que se produz hoje em todo o país.

“É preciso olhar e entender o que está a acontecer”, defendeu, salientando que a ausência deste referencial na região do Songo contribuiu negativamente para o decréscimo da produção desta cultura em particular, uma vez que actualmente o país produz apenas cerca de cinco a seis por cento da necessidade interna de consumo, deixando margem de crescimento de cerca de 95%. “Temos o interesse de, até o fim deste ano, conseguir repor este referencial de uma unidade de beneficiamento naquela região. Vamos torcer para que as coisas funcionem neste sentido”, avançou Wanderlei Ribeiro.

Disse, à Economia & Mercado, que a iniciativa permitirá igualmente criar mais cinco novos postos de empregos directos e centenas indirectos, considerando a perspectiva de “reactivar um produto que é cultura na região”, o que garantirá a renda para as famílias locais. “Hoje estamos a trabalhar com 150 camponesas”, frisou o interlocutor.

Durante a campanha agrícola 2019/2020, a província de Malanje produziu 20 mil toneladas de arroz em quatro municípios produtores de cereais, entre os quais, nos sectores empresarial e familiar. O sector empresarial contribuiu com 19.900 toneladas, enquanto o familiar colheu  com 100 toneladas do cereais.

Já em 2020/2021, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pesca, os resultados da campanha agrícola mostram que em todos país foram produzidas 10.514 toneladas de arroz, tendo em perspectiva um acréscimo de 10,0% na campanha 2021/2022, ou seja, produzir 11.565 toneladas do cereal.

Actualmente, o sector encontra-se fortemente alicerçada na agricultura familiar. Do total da área cultivada a nível nacional, as explorações agrícolas empresariais contribuíram com 9%, e a agricultura familiar com 91% dessa área.

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