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Regresso às aulas é um imperativo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) considerou, recentemente, que nenhum esforço deve ser poupado para manter as escolas abertas, apesar da actual situação de pandemia que se vive.

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Há “indícios crescentes de que as escolas não são os motores da pandemia”, causada pelo vírus Sars-Cov-2, que obrigou o encerramento massivo de escolas um pouco por todo o mundo, defendeu Henrietta Fore, citada pelo portal ONU News, tendo acrescentado que existem “provas contundentes do impacto do encerramento de escolas sobre as crianças”.

Henrietta Fore revelou que 90% dos alunos, em todo o mundo, estiveram fora das salas de aulas durante o auge do confinamento social e que mais de um terço dos estudantes não teve acesso à educação remota, o que resultou, no seu entender, num custo “arrasador” para as crianças e jovens.

No entanto, a directora-executiva do UNICEF aventa a possibilidade de um aumento do número de crianças fora da escola para pelo menos 24 milhões, o que seria um nível recorde.

Condições de regresso às aulas

Em Angola, a falta de água potável, de casas de banho devidamente higienizadas e de pessoal de apoio às escolas, contrasta, entre outras carências, com as normas de biossegurança emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como se pode aferir nos dados de um relatório elaborado pela Mosaiko e pela Rede EPT Angola.

O “Posicionamento Conjunto da Mosaiko e da Rede EPT sobre a Proposta do Orçamento Geral do Estado para o Ano 2021” revela que 93% dos inquiridos de 70 escolas do Ensino Primário e do I Ciclo, de nove províncias do país, não tinham todas as condições criadas para o regresso às aulas até Julho de 2020.

O escrutínio levado a cabo pelas organizações da sociedade civil mostrou que, além do reduzido número de infra-estruturas, o acesso à água ainda é limitado, quer pelo número de torneiras (72% das escolas têm zero ou uma torneira disponível), quer pela irregularidade no abastecimento de água verificado (60% das escolas inquiridas).

No que respeita ao número de casas de banho, o documento dá conta que 53% das escolas diagnosticadas têm apenas uma ou duas casas de banho e, em contrapartida, a média de alunos das 70 escolas participantes no diagnóstico era de 1.266.

Segundo o documento que vimos citando, para minimizar a escassez de torneiras e de casas de banho, cerca de 44% das escolas criaram sistemas de lavagem de mãos alternativos, maioritariamente bidões com torneiras, contudo quase todas referem que ainda são insuficientes.

Leia o artigo completo na edição de Março, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Returning to School is a Must!

The United Nations International Children's Emergency Fund (UNICEF) recently considered that no effort should be spared to keep schools open, despite the current pandemic situation.

There is an "increasing evidence that schools are not the drivers of the pandemic", caused by the Sars-Cov-2 virus, which forced the closure of schools massively, around the world, defended Henrietta Fore, quoted by the UN News portal. She added that there is an "overwhelming evidence of the impact of school closures on children".

Henrietta Fore revealed that 90% of students worldwide were out of classrooms during the peak of the social confinement and more than a third of students did not have access to distance learning, which, in her opinion, resulted in a “shocking” cost for children and young people. However, UNICEF's Executive Director also foresees an increase of the number of children out of school (at least 24 million), which would be a record number.

Conditions to return to school

In Angola, the lack of drinking water, thoroughly cleaned toilets and support staff at schools, among other deficiencies, contrast with the biosafety rules from the World Health Organization (WHO), according to the data released in a report prepared by Mosaiko and Rede EPT Angola.

The “Joint Position of Mosaiko and Rede EPT Angola on the 2021 Proposed General State Budget” shows that 93% of the survey respondents from 70 Primary and First Cycle schools, in 9 provinces of the country, did not have all the necessary conditions to return to school by July 2020.

The survey carried out by the civil society organizations showed that, in addition to the small number of infrastructures, the access to running water is still limited, either by the number of taps available (72% of schools have zero or only one tap available) or by the irregularities in the water supply system (60% of schools surveyed).

The document also states that 53% of the investigated schools have only one or two toilets. However, the average number of students from the 70 schools participating in the survey was 1,266.

According to the document we are quoting, in order to minimize the shortage of taps and toilets, approximately 44% of schools have created alternative systems for hand washing, mostly jerry cans with taps. However, everyone says they are still not enough.

Read the full article in the March issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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