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Remessas enviadas para o exterior cresceram 42% no II trimestre de 2022

Redacção_E&M
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EUA e Portugal lideram as listas das remessas e outras transferências pessoais de Angola, com 48,8% e 17,6% respectivamente, no segundo trimestre de 2022.

As remessas e outras transferências pessoais enviadas para o exterior foram de 307,3 milhões USD, em relação aos 216,2 milhões USD do trimestre anterior e 141,9 milhões de USD, face ao mesmo período do ano anterior, tendo crescido em 42%, tendo contribuído para o agravamento do défice das remessas e outras transferências pessoais.

De acordo com o mesmo relatório publicado pelo BNA, no segundo trimestre de 2022 as remessas e outras transferências pessoais recebidas registaram um crescimento de 14%, fixando-se em 3,5 milhões USD, contra 3,0 milhões USD registado no trimestre passado e 3,3 milhões  USD no período homólogo.  Assim, os EUA lideram a lista das remessas e outras transferências pessoais recebidas, no período em análise, com um peso de 17,6%, seguido de Portugal com 17,4%   e França com 12,4%.

A razão deste aumento é a crise de refugiados provocada por conflitos armados em diversos pontos do mundo. "O mundo está a passar por momentos conturbados relactivamente aos fluxos migratórios", refere o Relatório Migration and development Brief 36, 2022 do Banco Mundial, citado pelo Banco Nacional de Angola (BNA), no relatório sobre as remessas e outras transferências pessoais do II Trimestre de 2022.

Assim, conforme os dados, Portugal mantém-se como principal país de destino das remessas e outras transferências pessoais saídas de Angola, representando 48,8% do valor do segundo trimestre, seguido da China, Vietname com 19,9% e 18.5%, respectivamente.

Denomina-se remessas os rendimentos dos migrantes, enviados para parentes ou amigos no seu país de origem, com o objectivo de cumprir certas obrigações económicas e financeiras. Sendo que, o Relatório Migration and development Brief 36, prevê para o ano de 2022, um crescimento global de fluxos de remessas de 3,7%, dos quais 4,2% em países de baixa e média renda e 7,1% para a África Subsariana.