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Repensar a segurança pública

No final de 2018, um total de 127 efectivos da Polícia Nacional foram expulsos por cometimento de crimes diversos, sendo que 46 agentes encontravam-se detidos devido à gravidade dos crimes cometidos.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

Segundo informou a Polícia Nacional à imprensa, entre os delitos cometidos constam homicídios voluntários, extorsão de valores monetários e recepção de dinheiro com promessa de enquadramento na corporação.

Constavam do grupo de agentes detidos dois indivíduos envolvidos no caso da morte a tiro de mãe e filha, no município de Viana, e na morte de uma menor de 13 anos, na rotunda de Camama, município de Belas, em ambas situações na sequência de operações policiais que visavam a “reposição da ordem pública”.

Mais recentemente, a actuação policial voltou a fazer outra vítima mortal. Trata-se de Juliana Cafrique, zungueira, cuja morte provocou protesto no seio da população e de várias organizações da sociedade civil que não se mantiveram caladas, nem pávidas, ao ponto de, na data e no local da sua morte, ter sido desencadeado um motim de perdas materiais enormes. Olhando para esses casos, e vários outros de que podemos tomar conhecimento através de uma rápida pesquisa no Google com a frase “Polícia mata”, ficamos com uma clara sensação de insegurança pública, com o risco de perder-se confiança em quem devia garanti-la.

Leia mais na ediçãode Abril de 2019

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