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Saúde: sector privado alerta para cultura do rastreio médico

O sector privado da saúde em Saurimo, na Lunda-Sul, juntou-se à luta contra as doenças que mais acometem a população, com destaque para a malária, o VIH/SIDA e a tuberculose.

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Fotografia
:
Andrade Lino

A aposta nos serviços preventivos é determinante para a melhoria da saúde pública, principalmente num país como Angola, que ainda se debate com problemas de saneamento básico e, consequente mente, várias endemias, defendem especialistas contactados pela Economia & Mercado.

Segundo a directora-geral da Clínica Nossa Senhora da Saúde, a instituição que dirige está inteiramente preocupada com a redução dos serviços de urgência, em benefício dos serviços preventivos, pois “de alguma forma, o indivíduo que cuida da própria saúde, quando doente, não terá um agravamento da sua situação”. Carla Magna referiu que, localmente, não é possível encontrarem-se soluções para a realização de certos diagnósticos. Assim, muitas aquisições são feitas a partir de Luanda, e o processo é mais oneroso, sendo que a medicação é transportada essencialmente de avião, o que a encarece em larga escala.

“Trabalhamos essencialmente com medicação europeia, laboratórios certificados, e isso leva-nos a fazer um exercício financeiro muito grande. Para diminuir esses custos, seria necessário haver distribuição local e procura em quantidade suficiente. Não temos, por exemplo, unidades de distribuição de medicação que tenham todos os reagentes de que necessita mos, e tem também a ver com os equipamentos disponíveis, porque cada equipamento tem reagentes específicos para que o meio funcione sem danos. Daí que possa ser difícil para os fornecedores terem produtos que só uma unidade é que gasta”, lamentou.

Carla Magna disse ainda que, neste âmbito, a clínica identificou, em Luanda, um laboratório capaz de ajudar no rastreio do cancro do colo do útero, por exemplo. “Porque os laboratórios de anatomia patológica são extremamente específicos. Muitos deles, inclusive, mandam de terminadas amostras para o exterior, para a confirmação, por causa da especificidade dos exames. E nós devemos ter a certeza de que vamos usar os serviços de uma unidade certificada, que cumpre com todos os requisitos, por isso não podemos ficar por meras ilações, sendo necessário ter a certeza de como funciona todo o processo, até à recepção do resultado”, explicou.

Leia o artigo completo na edição de Janeiro, já disponível no aplicativo E&M para Android e em login (appeconomiaemercado.com).

Private health sector advocates health screening culture

The private health sector in Saurimo, capital of the diamond producing province of Lunda Sul, has joined the fight against the endemic diseases that affect the population the most, especially malaria, HIV/AIDS and tuberculosis, focusing on family and preventive medicine.

The focus on preventive services is crucial for im proving public health, es pecially in a country like An gola, which still struggles with basic sanitation problems and, consequently, several endemic diseases, say the experts con tacted by Economia & Mercado. According to the general man ager of Nossa Senhora da Saúde Clinic, the institution she runs fully advocates the reduction of emergency services in favor of preventive services, because “somehow, when an individu al that takes care of his own health becomes ill, it is unlikely that his health condition will get worse”. Ms. Carla Magna explained that there are no lo cal solutions to perform certain diagnoses. Thus, most medicines are purchased in made Luanda and then transported by plane, which makes them much more expensive. “We work essentially with Eu ropean medicines, certified laboratories, and this involves a huge financial effort. To re duce costs, we would have to have sufficient local supply and demand. We do not have, for example, medicine distribution units that have all the reagents we need. The equipment avail able also needs to be factored in, because each equipment has specific reagent require ments to function properly. So, it may be difficult for suppliers to sell products that only one unit needs”, she lamented.

Carla Magna also said that the clinic has identified a labora tory in Luanda that could help with screening of the cervix, for example. “Pathological anatomy laboratories are ex tremely specific. Many of them send certain samples abroad for confirmation because of the specificity of the exams. And we need to be sure that we are using the services of a certified unit that meets all the require ments. Therefore, we cannot just believe in mere conclu sions; we need to be sure of how the whole process works, up until delivery of the results”, he explained.

Read the full article in the January issue, now available on the E&M app for Android and at login (appeconomiaemercado.com).

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