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Sector do turismo clama por crédito para continuar a funcionar

O director do gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da província da Huíla, Osvaldo Lunda, defendeu, esta semana, a necessidade da concessão de crédito para operadores turísticos.

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José Zangui
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José Zangui

O crédito que seriam com juros bonificados serviria para recuperar as unidades hoteleiras e similares da região que estão a enfrentar dificuldades devido a Covid-19 é que defende o responsável do sector naquela província.

De acordo com Osvaldo Lunda, três mil empregos no sector turístico na região estão em risco, sublinhado que, as empresas poderão falir, em consequência das limitações de funcionamento.

No entender do responsável, a concessão de crédito poderá aliviar essas dificuldades e permitir que os operadores possam pagar salários aos seus funcionários, dada a especificidade da sua actividade, assente no movimento de pessoas.

Referiu que os operadores turísticos na Huíla estão com muitas dificuldades, salientando que os restaurantes estão a trabalhar a 50% e que os hotéis quase que não têm clientes.

No quadro dessas dificuldades, disse que já foi encerrada uma unidade do sector e outras poderão reduzir o quadro de pessoal, uma situação já remetida à Inspecção Geral do Trabalho (IGT).

A rede turística na província da Huíla é composta por mil e 74 unidades hoteleiras e similares, das quais 13 são hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, um conjunto turístico, 86 hospedarias, 920 restaurantes e semelhantes e 23 agências de viagem e turismo. Tem igualmente 11 monumentos e sítios classificados.  

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