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Sector dos transportes e armazenagem fecha ano de 2021 com crescimento de 28,9%

Alice Silva
10/1/2023
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O sector teve como principal proveito a prestação de serviços, representando cerca de 86,27% do total. Por outro lado, indica o relatório, os custos operacionais cresceram em 3,33% de 2020 para 2021.

O Sector dos transportes e armazenagem encerrou o ano de 2021 com um resultado líquido de exercício de 23,7 milhões de kwanzas, após três anos de sucessivos prejuízos.

A informação consta do relatório da Central de Balanços do sector dos transportes e armazenagem referente ao exercício económico de 2021, publicado esta semana pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

O documento indica que o nível de actividade do sector, no período em análise, terminou com um resultado líquido positivo, após prejuízos de 65 milhões kz, 106,8 milhões kz e 115,2 milhões kz observados entre 2018 a 2020, respectivamente.

O sector teve como principal proveito a prestação de serviços, representando cerca de 86,27% do total. Por outro lado, indica o relatório, os custos operacionais cresceram em 3,33% de 2020 para 2021.

No entanto, este aumento não prejudicou os resultados operacionais, que apresentou um saldo positivo ao fixar-se em 33,25 milhões de kwanzas.

No que se refere à dimensão, a evolução do volume de negócios do sector foi influenciada sobretudo pelo desempenho das grandes empresas, por representar cerca de 76,14% do total de volume de negócios, enquanto as demais classes tiveram uma participação de 23,86%.

Situação arriscada

O relatório informa ainda que no curto prazo, o sector de transportes e armazenagem conheceu melhorias que foram evidenciadas pelos resultados positivos alcançado no ano em referência.

No médio e longo prazo, a situação financeira é estável, pois os rácios mantiveram-se nos níveis recomendáveis, com destaque para o de autonomia financeira e solvabilidade que se fixaram em 50,36% e 101,44%, respectivamente.

Contudo, alguns aspectos merecem consideração, sobretudo o fundo de maneio que apresentou valor negativo de 19,7 milhões kz. Esta situação é preocupante no curto prazo na medida em que o rácio de liquidez apresenta valores inferiores à unidade.

Em particular, o rácio de liquidez geral apresenta valor positivo e inferior a 0,98, o que significa que o fundo de maneio é menor que zero, tal como ocorreu em 2021.

Esta situação é considerada arriscada, atendendo que o ciclo de investimento do sector gera recursos a médio e longo prazo, mas está a ser financiado com dívidas de curto prazo não obstante o equilíbrio financeiro em 2021, e apesar da tesouraria líquida ser positiva, 288,3 milhões kz, uma eventual redução da actividade pode levar à incapacidade de gerar meios para liquidar as dívidas de curto prazo.

Lembrar que o relatório teve uma cobertura estatística de 237 empresas, das distintas classes de dimensão, correspondendo a um peso de 51,88% do volume de negócio, e cerca de 50,24% do conjunto de empresas em actividade do sector de transporte, armazenagem e agentes de viagem e turismo do ficheiro de unidade empresarial (FUE) do Instituto Nacional de Estatística (INE).