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Sonangol, prelúdio de outras crises?

Esta crise vivida nos primeiros dias de Maio foi aquela que mais impactou a vida dos cidadãos porque mexeu no seu quotidiano.

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Fotografia
:
Carlos Aguiar

De um dia para o outro, em toda a extensão do país, a circulação automóvel foi drasticamente reduzida pelo facto de se ter registado subitamente o corte no fornecimento de combustível. Duas posições públicas se ofereceram aos cidadãos.

A primeira, vinda da Sonangol, que sustentou a crise na sua enorme dificuldade em obter divisas para pagar aos fornecedores; e a segunda, da Presidência da República, a atribuir à falta de comunicação institucional o facto de não se terem procurado as melhores soluções. Soluções estas num quadro financeiro em que, Segundo o BNA, os bancos comerciais têm cerca de 14 mil milhões de dólares em depósitos, mais de 35% relativamente às reservas líquidas internacionais. No meio, temos monopólio de quem até há pouco tempo se responsabilizava pelo fornecimento dos combustíveis, tendo-se aberto concursos internacionais não se sabendo (pelo menos não é público) quais as condições contratuais, especialmente no que respeita a pagamentos e prazos; o Governo ainda não ter decidido sobre a construção de novas refinarias no país que o possam tornar auto-suficiente ou menos dependente dos fornecimento externos; e, por último, o facto de o preço de venda dos combustíveis, nas gasolineiras, à altura desta crise, se situar em níveis muito inferiores ao preço de custo.

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