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Sonangol privatiza activos

A empresa pretende privatizar 12 dos 56 activos que quer alienar ainda este ano, sendo que espera lançar também 32 concursos, anunciou esta semana o presidente da companhia, Sebastião Gaspar.

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Cláudio Gomes
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Cláudio Gomes

O PCA da petrolífera nacional recordou, durante um encontro que manteve com jornalistas, que foram já privatizados "três activos imobiliários na Europa” e passados para a TAAG dois aviões que operavam para a Sonair.

Na mesma ocasião, por sua vez, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo admitiu que esta pode não ser a melhor altura para a privatização dos activos, face ao efeito da pandemia da Covid-19, mas acrescentou que este pode também vir a ser o novo normal. "Vamos parar? Vamos esperar que isto acabe? Nós não queremos parar. Pode haver menos receitas, mas não se deve olhar só para as receitas”, sublinhou o governante, citado pelo Jornal de Angola, destacando, na sequência, que para a Sonangol, seria pior ficar parada do que vender os activos que constam da lista.

Neste sentido, a lista inclui desinvestimentos na Sonangol Cabo Verde,  Sociedade e Investimentos, Combustíveis e Óleos de São Tomé e Príncipe, Founton (Gibraltar), Sonatide Marine (Ilhas Caimão), Solo Properties Nightbridge (Reino Unido), Societé Ivoiriense de Raffinage (Costa do Marfim), Puma Energy Holdings (Singapura) e Sonandiets Services (Panamá).

Quanto ao modelo de gestão da Hotel Intercontinental, nacionalizado em Outubro do ano passado, por ter sido construído com recurso a fundos públicos da Sonangol, que ainda funciona em regime de "soft opening”, Sebastião Gaspar Martins esclareceu que o edifício não está arrendado à cadeia Intercontinental, devendo ser definido um "fee” de gestão com base no desempenho da unidade, sendo que outros serviços, como "spa” e casino poderão ser terceirizados.

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