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Standard Bank financiará ‘polémico’ oleoduto africano de 5 mil milhões de dólares

Sebastião Garricha
14/6/2024
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Foto:
DR

O credor prevê que a TotalEnergies fará um anúncio nos próximos meses, observando que os desenvolvimentos de campo já estão em andamento.

O Standard Bank anunciou, recentemente, que prosseguirá com o financiamento do projecto planeado de Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental (EACOP, na sigla em inglês), de 1.443 quilómetros da TotalEnergies, após revisão abrangente e plurianual.

Segundo a Bloomberg, o oleoduto de 5 mil milhões de dólares, que se estende desde as descobertas de petróleo do Uganda até um terminal de exportação na costa da Tanzânia, tem enfrentado enorme oposição de grupos ambientalistas que examinam potenciais credores.

Por exemplo, os grupos que se opõem ao Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental instaram os bancos a evitar o projecto, citando preocupações sobre os habitats da vida selvagem, o impacto na comunidade e o aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

Citado pela Business Insider, um relatório da Human Rights Watch diz que os residentes deslocados pela construção do gasoduto receberam uma compensação inadequada e enfrentaram perturbações significativas nas suas vidas.

Por outro lado, acrescenta a notícia publicada pela BI, o presidente do Uganda, Yoweri Museveni, defendeu o projecto, destacando o apoio do líder da China, Xi Jinping. 

Lembra, além disso, que o Standard Bank, maior credor de África, contratou, em 2021, um consultor independente para orientar a sua decisão sobre o envolvimento no projecto.

A este respeito, o presidente do Standard Bank, Nonkululeko Nyembezi, disse que a instituição fez processos de governança internamente, que inclui uma revisão de crédito e “a devida diligência ambiental e social, que demorou bastante tempo”, de acordo com uma notícia citada pela BI.

O documento consultado pela Economia & Mercado refere também que o custo do gasoduto aumentou para 5 mil milhões de dólares, face a uma estimativa anterior de 4 mil milhões de dólares, conforme referido pelo ministro da Energia do Uganda.

“Temos todos os credores”, afirma Nyembezi, recusando-se a identificá-los, além de não comentar o valor total do financiamento. Entretanto, mencionou que o Standard Bank está limitado no que pode divulgar publicamente até que seja tomada uma decisão sobre o financiamento do pipeline. 

O credor prevê que a TotalEnergies fará um anúncio nos próximos meses, observando que os desenvolvimentos de campo já estão em andamento. “Há um compromisso total por parte dos patrocinadores dos projectos petrolíferos para que isso seja feito”, afirma.