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TAAG reforça frota com mais seis aviões

O presidente da Comissão Executiva da TAAG, Rui Carreira, revelou, esta semana, em Luanda, que seis aviões do tipo DASH400, começam a chegar ao país entre Janeiro e Fevereiro de 2020.

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Redacção
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:
Carlos Aguiar
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A informação foi prestada durante um encontro com jornalistas de vários órgãos, entre nacionais e estrangeiros, tendo referido que a aquisição faz parte da estratégia de renovação da frota da companhia de bandeira e vão servir as ligações entre as diferentes províncias e a região.

Os novos aviões, segundo o Jornal de Angola, tem 72 lugares, e custam entre 34 e 38 milhões de dólares cada.

“Surgem para cobrir toda a rede de voos domésticos e alguns regionais aqui próximo. Tínhamos um plano de recepção da primeira aeronave em Janeiro de 2020 e até Junho pensamos manter esse calendário, ou seja, uma unidade por mês”, sublinhou. Acrescentando, Rui Carreira disse que o investimento feito pode ser recuperado entre cinco e seis anos, já que as novas aeronaves representam significativos ganhos operacionais, sobretudo pelo seu baixo consumo de combustível, que é um terço a menos em relação aos Boeng 737, actualmente a operar essas rotas.

O PCE da TAAG reafirmou durante a conversa que manteve com os jornalistas, a aposta “séria” da empresa na abertura de novas rotas. Para a fonte, a aposta considerada “séria”, faz parte da estratégia da companhia na esteira da Declaração de Yamoussoukro, que prevê uma política de “céu aberto” às companhias africanas. “Queremos aumentar os destinos africanos, para aumentarmos a conectividade, num mercado que também chama por nós”, sublinhou, citado pelo Jornal de Angola.

Na sequência, o responsável disse a empresa angolana pondera fazer voos para Londres e Paris, destinos tidos como importantes no segmento das ligações para o as regiões anglófono e francófono. “Não faz sentido viajar para países anglófonos sem ter uma ligação para Londres ou para os francófonos sem ir a Paris, tal como temos com Portugal ( Lisboa e Porto, as melhores rotas)”, referiu Rui Carreira.

Acrescentando, o PCE da TAAG explicou que a estratégia serve, ainda, para outros países, mesmo aqueles que, por não terem companhias, dependem muito de companhias europeias, como Air France, British Airways e outras.

Segundo o responsável, a rota Luanda/Cabo Verde, com escala em São Tomé, está a crescer, tendo passando de 25 passageiros por voo para cinquenta actualmente. “Fizemos essa conexão para Cabo Verde por não termos aeronaves suficientes”, sublinhou o PCE da TAAG.

Quanto a rota Rio de Janeiro, o gestor da companhia angolana disse que a retirada de voos da TAAG da referida rota servirá “para reduzir custos operacionais”, sendo que acaba sendo mais rentável manter a rota S. Paulo, por ter o melhor registo de passageiros e carga, além de ser a maior praça da América do Sul, porque a empresa não tem condições neste momento para manter duas rotas para o mesmo destino (o Brasil).

“Vamos encerrar a rota para o Rio, mas com perspectivas de lá voltar caso haja melhorias”, sublinhou, notando que no passado o maior fluxo de passageiros esteve sempre ligado à construtora Odebrecht.

Dívidas daTAAG 

Questionado sobre a dívida da TAAG, numa a altura em que a companhia se prepara para a privatização, Rui Carreira situou-a à volta dos 1,2 mil milhões de dólares, 80% ligada à aquisição de combustível, que, como sublinhou, em determinada altura o preço chegou a estar muito acima dos países não produtores de petróleo. A outra percentagem é com os diversos fornecedores, que também não se coibiam em indexar a dívida ao dólar, segundo explicou.

“Durante muitos anos o preço do combustível para a aviação foi mais caro e a TAAG sofria com isso e, apesar da pequena subvenção, também era considerada dívida. Temos a dívida para com os nossos fornecedores, mas é muito menor, mais de oitenta por cento da nossa dívida é para com o Estado”, sublinhou.

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