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Tabaco precipita morte de pacientes com Covid-19

Em tempos de pandemia da Covid-19, os consumidores de tabaco constituem factores de risco de contaminação, por serem mais propensos a fatalidades, alertou Franco Mufinda.

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O secretário de Estado para a Saúde Pública chamou a atenção dos consumidores de tabaco e de outros produtos que prejudicam a saúde. Franco Mufinda alertou recentemente os consumidores de tabaco, a margem da recepção de lotes de material de biossegurança que teve lugar no Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda.

Segundo o responsável sanitário, a Covid-19 é uma doença sistémica com abrangência pulmonar, e que o tabaco em pacientes diagnosticados com essa doença, precipita a morte do usuário.

“O uso do tabaco nesta época de Covid-19, acaba por ser um factor de risco, ou seja, a ela é uma doença sistémica, por isso abrange os pulmões, e precipita a fatalidade do individuo”, alertou o dirigente, a propósito do dia mundial sem tabaco, assinalado na semana passada.

Segundo Franco Mufinda, nos últimos tempos, tem crescido o número de doenças crónicas não transmissíveis, mormente doenças decorrentes do uso do tabaco, tal como os cancros do pulmão da próstata dentre outras enfermidades.

Em entrevista à Angop, à margem da recepção de mais 33 toneladas de material de biossegurança, o secretário de Estado recordou que o Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado desde 1987 e que este acontece sob o lema “Proteger os Jovens Contra as Manipulações da Indústria”.

“O ministério da Saúde desaconselha o uso do tabaco, apela a sociedade a trabalhar e apoiar as autoridades sanitárias, com o objectivo de reduzir ao máximo ou eliminar o uso do tabaco em Angola”, expressou o dirigente.

Assim sendo, o responsável disse que o ministério da Saúde (MINSA) vai continuar a trabalhar numa comunicação massiva, com sensibilização e formação da sociedade, envolvendo cada vez mais as pessoas que possam desaconselhar o uso do Tabaco.

A Organização Mundial da Saúde aponta que 39 países indicam que nove por cento das suas populações consomem tabaco.

A nível mundial, 44 milhões de crianças e adolescentes fumam, segundo os números da OMS, que considera que “todos os produtos de tabaco são prejudiciais”, sem distinção entre cigarros e dispositivos como os cigarros electrónicos.

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